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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura
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Eis o que de fato aconteceu em São Paulo, mas a repórter não viu

Clicando acima, você tem acesso a um vídeo de seis minutos e quarenta segundos. É um dos registros da passeata havida em São Paulo, no sábado, acusada pelo PT e por seus esbirros no jornalismo de ser golpista e reacionária. Ao ver e ouvir o que ali vai, mais asquerosas se tornam as reportagens redigidas […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 22h16 - Publicado em 7 ago 2007, 07h48
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=CTQqwQoyGFY]
Clicando acima, você tem acesso a um vídeo de seis minutos e quarenta segundos. É um dos registros da passeata havida em São Paulo, no sábado, acusada pelo PT e por seus esbirros no jornalismo de ser golpista e reacionária. Ao ver e ouvir o que ali vai, mais asquerosas se tornam as reportagens redigidas com o fito único de demonizar os manifestantes.

Transcrevi o que foi possível ouvir. Leiam as palavras perigosas dos manifestantes:“Abaixo a violência”;“Abaixo todas as formas de roubalheira”;“Estamos sendo roubados demasiadamente”;“(…) ter consciência de que, unidos, nós podemos tudo”;“Fora Lula, fora Lula!”“Estamos numa democracia, e, nessa democracia, é o povo que é patrão, é o povo que diz o que quer e o que não quer”;“Vaia, pessoal, vaia, hoje é o dia da grade vaia”;“Nós estamos de luto, nós queremos o Brasil de volta”;“Saúde e educação, abaixo a corrupção!”;“Vamos sair de nossas casas, vamos mostrar a nossa cara”;“Estamos aqui para mostrar a nossa cara”;“Vamos traduzir aos nossos filhos o que o nosso coração sente”;“Você aí parado está sendo roubado”

Das falas, foi o que consegui ouvir. Se entenderem alguma outra coisa, me mandem. Laura Capriglione, evidentemente, não ouviu nada disso. Seus “reacionários” estavam todos ocupados em pedir golpe militar e dizer grosserias — daí que seu trabalho tenha sido citado como exemplar por Mino Carta e servido ao proselitismo do PT (ver abaixo).

Ao fundo, ouvem-se algumas canções perigosas. Depois de ler o texto de Laura, seria capaz de jurar que os camisas-negras cantassem:
Giovinezza, giovinezza
primavera di bellezza,
della vita nell’asprezza
il tuo canto squilla e va!

Não. Em vez de Mussolini, entoavam Milton Nascimento, Coração de Estudante, e John Lennon, choramingando Imagine. Como os que estavam nas ruas não são profissionais de passeata, não mamam nas tetas do governo para sustentar sua central sindical, eles nem sabem ainda fazer a coisa direito. Nem têm ainda musiquinha. Na falta, lá vai aquela dos estádios:

“Eu sou brasileiro/ com muito orgulho/com muito amor”

Estes são os reacionários que mostram os dentes. Estes são as bestas-feras de Laura Capriglione. Olhem bem para a cara dos manifestantes. Vejam se o perigo não está mesmo estampado no rosto deles. A repórter da Folha também selecionou os cartazes a dedo. Deixou passar um que se vê ali, enorme. Diz a seguinte ao lado de uma caricatura de Lula:
Ele ignora o dossiê
Ele ignora o caso Renan
Puxa! Não é que o Lula é ignorante mesmo?
É mesmo um horror. Um outro pergunta quem matou Celso Daniel.

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Também entoaram o coro “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”? Ah, sim (está aqui). Nada que petistas não tenham feito e não façam centenas de vezes com seus adversários — sem que o colunismo amigo aponte golpe de estado.

Esse vídeo principal é só um flagrante de menos de sete minutos de um evento que durou bem mais tempo. Mas ele, sim, dizem minha mulher, filhas e alguns amigos que foram à passeata, é uma boa síntese do que aconteceu em São Paulo.

Que a Resistência não desanime. Só estão fazendo todo esse terrorismo porque “o movimento pegou”. E a corrida é de fundo. Para muitos, a passeata foi um batismo de asfalto. Já está provado: vocês conseguem fazer a coisa.

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