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E a Petrobras, quem diria?, anuncia um resultado ruim

Por Kelly Lima e Mônica Ciarelli, do Estadão. Volto depois: A Petrobras registrou lucro de R$ 5,528 bilhões no terceiro trimestre do ano, resultado 22% inferior ao do mesmo período de 2006 e 27% abaixo dos R$ 7,6 bilhões que havia sido a média de previsão de cinco bancos que acompanham o setor (Banif, Itaú, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 20h13 - Publicado em 9 nov 2007, 23h05

Por Kelly Lima e Mônica Ciarelli, do Estadão. Volto depois:

A Petrobras registrou lucro de R$ 5,528 bilhões no terceiro trimestre do ano, resultado 22% inferior ao do mesmo período de 2006 e 27% abaixo dos R$ 7,6 bilhões que havia sido a média de previsão de cinco bancos que acompanham o setor (Banif, Itaú, Fator, Brascan e corretora Ágora. O resultado ruim veio após dois dias de altas expressivas das ações da companhia, devido ao anúncia do volume de reservas da megajazida de Tupi, na Bacia de Santos.

A estatal atribiu a queda do lucro a alguns fatores: perda cambial sobre ativos em dólar, menor provisionamento de juros sobre capital próprio e gastos vinculados à repactuação de cláusulas do regulamento do plano de pensão. Na divulgação do balanço, porém, a companhia preferiu destacar o aumento de 50% no valor de mercado nos últimos 12 meses. Pelo critério financeiro, a Petrobrás vale hoje R$ 285,333 bilhões.

O diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, ressaltou que a desvalorização do dólar frente ao real vem compensando este ano a alta do preço do barril de petróleo no mercado internacional. Segundo ele, o fato de a companhia ter mantido estável os preços de gasolina e diesel não significa que a empresa não vem acompanhado o valor do barril no exterior.

“A empresa acompanhou perfeitamente”,afirmou. O diretor informou que o preço médio de derivados nos primeiros nove meses do ano foi de R$ 154,21, contra os R$ 155,27 apurados no mesmo período de 2006. A Petrobras importou, no terceiro trimestre, 10% a mais de petróleo: 412 mil barris por dia, ante 373 mil barris/dia no mesmo período de 2006. O volume de derivados importados também cresceu no trimestre (47%), passando de 137 mil para 201 mil barris por dia. No acumulado do ano, a Petrobrás teve um acréscimo de 8% na importação média de petróleo e de 34% na importação de derivados.

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A estatal também aumentou suas exportações de petróleo no terceiro trimestre deste ano, sobre o mesmo período no ano passado, em 10%, passando de 355 mil para 392 mil barris por dia. Com relação às exportações de derivados, o aumento foi de 26%, passando de 221 milpara 278 mil barris por dia. “Sustentando a tendência de crescimento da produção, nos próximos três meses serão iniciadas as operações de três novos grandes sistemas de produção de petróleo”, diz o comunicado, referindo-se a campos no Espírito Santo.

Metas
A Petrobras tem como meta reduzir o custo de extração de petróleo em US$ 0,50 em 2008, com base por conta da entrada em produção de novas plataformas de produção. “A partir do momento que a plataforma começa a produzir em sua capacidade máxima, ela minimiza os custos com sua instalação e manutenção”, afirmou o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. Ainda segundo ele, estão previstas para a próxima semana a entrada em operação do FPSO Cidade de Vitória, para o módulo 2 do campo de Golfinho, na Bacia do espírito Santo, e também a P-52 no campo de Roncador. As duas plataformas têm capacidade de produção respectivamente de 100 mil e 180 mil barris/dia. Para dezembro, também entra em operação a plataforma P-54, no campo de Roncador, com capacidade de 180 mil barris por dia.

Para Barbassa, o atraso na entrada destas plataformas, e os problemas técnicos enfrentados pela estatal na plataforma P-50 não tiveram forte impacto porque “a empresa não perdeu, deixou de ganhar, mas este volume de produção só foi adiado para o próximo ano”.O gerente executivo Francisco Nepomuceno completou também que a P-50 já está produzindo 20 mil barris por dia a mais do que o esperado pela estatal para este ano. Ele admite, no entanto, que a cada dia de atraso a mais na entrada em produção das demais unidades, fica cada vez mais difícil de a estatal atingir ao pico de 2 milhões de barris por dia de produção até o dia 31 de dezembro, como havia anunciado anteriormente o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella.

Ainda para este ano, segundo Barbassa, devem entrar em operação as unidades de produção da segunda fase do campo de Peroá, responsável por 5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia; e ainda o FPSO Cidade de São Mateus, no campo de carupim, com capacidade de produção de 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A Petrobras aumentou em 35% o volume de investimentos realizados entre janeiro e setembro deste ano, em relação ao mesmo período de 2006, passando de R$ 22,6 bilhões para R$ 30,6 bilhões. A maior parte destes investimentos foi destinada ao setor de Exploração e Produção (R$ 14,295 bilhões), um aumento de 25% em relação ao mesmo período no ano passado. Os investimentos tiveram forte impacto do aumento de custos no período, segundo informou o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa.

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