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Reinaldo Azevedo

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Depois daquela foto –  A estranha conta quântica de Romário, aquela que é e não é ao mesmo tempo

A revelação do ex-craque e senador contradiz sua própria declaração de três meses atrás, quando garantiu: “Fui à Suíça, e o banco admitiu que nunca tive vínculo com eles"

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 00h00 - Publicado em 27 nov 2015, 19h32
Uma estranha reunião que tinha a presença de Romário e o prefeito do Rio, Eduardo Paes(VEJA.com/VEJA)

Uma estranha reunião que tinha a presença de Romário e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (VEJA.com/VEJA)

É pouco comum que uma pessoa tenha de ir a um banco com o objetivo de constatar que a instituição “admitiu” (ou seja, aceitou, consentiu, concordou) “nunca” ter tido vínculo com ela. Mas Romário não é obrigado a ter o rigor de um filólogo na escolha das palavras que utiliza. Porém, é esperado de um homem público, senador da República, que ele saiba a diferença entre as expressões “nunca tive” e “tive conta no BSI, mas só não sei o ano”. A questão da conta não declarada de Romário na Suíça foi levantada por VEJA em uma reportagem publicada em julho passado. Ilustrava a reportagem um documento descrito pela revista como um “extrato” da conta do senador no BSI. O senador, respaldado pelo próprio BSI, desclassificou a prova documental como “extrato falso”.

Como a revista vem reafirmando desde que se desculpou com Romário pela publicação do extrato dado como falso por ele e o banco, seus repórteres continuam apurando o caso.

A gravação em que Delcídio do Amaral, senador preso pela Lava Jato, e seus interlocutores em Brasília falam sobre a existência da conta (ouça aqui) foi um motivo de incentivo para que os repórteres aprofundem a investigação do caso. Também foi muito estimulante para eles a mudança de posição de Romário de “nunca tive” para “tive conta no BSI, mas só não sei o ano”. São mais fortes, agora, as evidências de que – a despeito da veracidade do extrato ou “screen shot” publicado pela revista em julho – não é mais um disparate, como se fez crer antes, a existência na Suíça de conta e fundos não declarados por Romário.

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Romário, subitamente, se lembrou agora que teve, mas não se recorda se encerrou a conta. Ele disse que “acha” que, sem movimentação, a conta “fecha automaticamente”. A lembrança de que foi correntista do BSI ocorre em seguida à referência, em uma das conversas gravadas que enredaram o senador Delcídio do Amaral na Operação Lava Jato, de que uma ajuda na escamoteação da conta estaria por trás de um acordo político entre o ex-jogador e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para as eleições à prefeitura em 2016.

No mesmo dia em que deu a entrevista confirmando que teve conta no BSI, Romário enviou ofício ao procurador-geral, Rodrigo Janot, pedindo que apure junto ao Ministério Público suíço os fatos relativos à “suposta conta”. Nem precisava. A Procuradoria-Geral da República já anunciou que vai apurar não só a “suposta conta”, mas “todos os fatos” relativos à história. VEJA, por seu lado, também continua empenhada na apuração profunda do episódio.

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