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Reinaldo Azevedo

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Demitido por Mantega da Casa da Moeda diz que era alvo de dossiês

 No Globo:   Exonerado no sábado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci atribuiu sua demissão a uma campanha difamatória sistemática comandada pelo PTB e por fornecedores da estatal. Segundo reportagem publicada nesta terça-feira na “Folha de S.Paulo”, Denucci é suspeito de receber propina de fornecedores da Casa […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 09h38 - Publicado em 1 fev 2012, 06h33

 No Globo
 Exonerado no sábado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci atribuiu sua demissão a uma campanha difamatória sistemática comandada pelo PTB e por fornecedores da estatal. Segundo reportagem publicada nesta terça-feira na “Folha de S.Paulo”, Denucci é suspeito de receber propina de fornecedores da Casa da Moeda, por meio de duas empresas, uma em seu nome e outra no nome da filha, no exterior. Essas empresas abertas em paraísos fiscais teriam movimentado US$ 25 milhões. O Ministério da Fazenda continuou em silêncio sobre a exoneração de Denucci, negando-se a fornecer qualquer explicação sobre os motivos da demissão.

Denucci desabafou com amigos que era constantemente atacado por dossiês e, mais recentemente, vinha sendo alvo de chantagem envolvendo sua família. Reclamou com esses amigos que até esta terça-feira, quase quatro dias após sua exoneração, desconhecia os motivos da sua demissão, pois apresentara um histórico de excelentes resultados da sua gestão.

O balanço da Casa da Moeda fechado na sexta-feira anterior à sua demissão exibe um lucro recorde para a instituição de R$ 517 milhões e um faturamento de R$ 2,7 bilhões. Em 2007, o lucro fora de R$ 28 milhões.

Na ausência de um posicionamento da Fazenda, Denucci mandou uma carta a Mantega na segunda-feira, destacando os avanços de sua gestão e expondo as pressões de que vinha sendo vítima.

PTB atacava o seu antigo aliado

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O PTB, que desde segunda-feira faz críticas abertas à conduta de Denucci, acusando-o de ter virado as costas para o partido após ter sido indicado pela sigla em 2008 para o cargo, voltou a acusá-lo nesta terça-feira nos bastidores de corrupção e favorecimento próprio.

A queda de Denucci começou a ganhar forma na sexta-feira passada, quando ele recebeu um telefonema convocando-o para um encontro com Mantega na segunda-feira. Denucci imaginou que seria uma conversa para comemorar o desempenho da empresa. Na própria sexta, Denucci tentou fazer contato com Mantega e foi informado que ele não estava. Pediu para falar, então, com o secretário-executivo, Nelson Barbosa, mas foi informado que ele também não estava. Foi atendido pelo subsecretário-executivo da Fazenda, Diogo Oliveira.

O assessor disse que não seria possível esperar até segunda, que o assunto era o urgente e que ele teria de estar sábado em Brasília. Denucci foi então à capital, onde coube a Diogo informá-lo que fora exonerado, sem mais explicações.

A relação de Denucci com o PTB foi conturbada desde o início. Em 2008, quando convidado por Mantega para assumir o cargo numa conversa no escritório do Ministério da Fazenda, na Caixa Econômica Federal em São Paulo, o próprio ministro avisou que ele precisaria de algum aval político. Mantega teria, então, telefonado para o deputado Jovair Arantes (GO), líder do PTB, e acertado o apadrinhamento.
(…)

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