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Reinaldo Azevedo

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Delator reafirma ao TSE que pagou propina a publicitária a pedido do PT

Zwi Skornicki depôs em ação que pede cassação da chapa Dilma-Temer de 2014. Marqueteiros do PT já haviam confirmado o caixa 2 na campanha de 2010

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 21h37 - Publicado em 7 out 2016, 21h00

No G1:

O lobista Zwi Skornicki, um dos delatores da Lava Jato, reafirmou em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que fez um pagamento de US$ 4,5  milhões à publicitária Mônica Moura a pedido do PT. Moura e o marido, João Santana, foram marqueteiros das últimas campanhas do partido à Presidência da República.

Zwi Skornicki foi ouvido no TSE pelo corregedor-geral eleitoral, Herman Benjamin. O depoimento foi anexado a uma das ações movidas pelo PSDB na corte que pedem a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer nas eleições de 2014.

Skornicki é representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels e, segundo o Ministério Público Federal (MPF), participou do esquema de corrupção em contratos da Petrobras como operador de pagamentos de propina.

Ao TSE, ele disse que o então tesoureiro do PT, João Vaccari, que foi preso pela Lava Jato, lhe pediu para saldar uma dívida do partido com Mônica Moura. Zwi disse que essa conversa com Vaccari “deve” ter ocorrido em 2013. O depoimento foi tornado público no site do tribunal.

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“O Vaccari que me disse que a senhora Mônica Moura iria me procurar e que eu deveria pagar a ela US$ 5 milhões”, afirmou Zwi ao TSE. Ele disse que não se recorda se o dinheiro era referente à campanha de 2014, a campanhas anteriores ou futuras.

O lobista afirmou ainda que pagou o valor até novembro de 2014, numa conta no exterior, e que, do total de US$ 5 milhões, saldou US$ 4,5 milhões.

Ele já havia revelado esse pagamento em depoimento ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância. Mônica Moura e João Santana, também em depoimento a Moro, admitiram ter recebido caixa 2 do PT na campanha de 2010.

Segundo Zwi Skornicki revelou ao TSE, ele fazia pagamentos em contas-correntes ligadas ao PT devido a contratos que a empresa que representava havia fechado com a Petrobras e com a Sete Brasil.

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De acordo com o lobista, Vaccari lhe disse: “Eu tenho uma dívida e preciso pagar”. Segundo o lobista, o ex-tesoureiro do PT não lhe especificou a origem da dívida. “Isso fazia parte dessa conta-corrente que eram alguns contratos remanescentes ainda da Petrobras e mais as primeiras parcelas que a Sete pagou”.

Skornicki foi questionado no depoimento ao TSE se sofria alguma ameaça de retaliação por parte do PT para fazer os pagamentos. Ele disse que sentia uma ameaça “subliminarmente”.

“Cara a cara nunca houve nenhuma [ameaça de retaliação]. Mas o senhor sentia que subliminarmente que, realmente, existia alguma coisa por trás, que, se não participasse, alguém… um outro faria o gol no meu lugar. Quer dizer, no lugar da Keppel”, afirmou Skornicki.

Em nota, a direção nacional do PT disse que o partido “refuta as ilações apresentadas. Todas as operações financeiras foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral.”

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O advogado de João Vaccari, Luiz Flávio Borges D’Urso, disse que as declarações de Skornick não são verdadeiras.

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