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Convite à renúncia coletiva na Infraero

Do Portal G1. Volto sem seguida: O novo presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi, afirmou nesta terça-feira (7) que pedirá a todos os cinco diretores do órgão que coloquem os cargos à disposição. Gaudenzi afirmou que os nomes que já cogita indicar para a empresa respeitam critérios técnicos, como definido pelo […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 22h16 - Publicado em 7 ago 2007, 21h35
Do Portal G1. Volto sem seguida:

O novo presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi, afirmou nesta terça-feira (7) que pedirá a todos os cinco diretores do órgão que coloquem os cargos à disposição.

Gaudenzi afirmou que os nomes que já cogita indicar para a empresa respeitam critérios técnicos, como definido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.

“Vou pedir que todos os diretores coloquem os cargos à disposição. É uma praxe”, disse Gaudenzi. “Os nomes que pretendo apresentar ao ministro da Defesa respeitam critérios exclusivamente técnicos. Mas nem todas as diretorias, em princípio, serão trocadas”, prosseguiu o novo presidente da estatal.

Gaudenzi afirmou que o ministro da Defesa lhe deu um prazo de quatro semanas para fazer um levantamento nas pistas de todos os aeroportos administrados pela Infraero.

“Em quatro semanas, tenho que apresentar um relatório preliminar sobre questões de segurancas de pistas. E aí se inclui pavimentação, área de escape, balizamento, e outras medidas”, afirmou.

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O novo presidente da Infraero disse que deseja que o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU) e a própria controladoria interna do órgão façam uma análise em contratos da empresa.

“Se forem apresentadas falhas, problemas, evidente que vamos suspender, para que haja investigação. Contratos que forem, claramente, condenados pelo Tribunal e pela CGU estarão sob suspeita e terão que ser parados”, disse o novo dirigente da estatal.

Voltei
É o mínimo, não é mesmo? É evidente que a Infraero é uma das caixas-pretas do setor aéreo. E esta, até agora, ninguém conseguiu interpretar. Até agora, só o presidente da estatal, brigadeiro José Carlos Pereira, foi demitido. Pois é. Pereira era atrapalhado, mas, que eu saiba, não é corrupto. Isso não é o bastante para fazer dele presidente de uma estatal tão importante. Mas e os que ficaram?

Não custa lembrar. Pereira estava lá, mas não tinha autonomia. Ainda que quisesse demitir todo mundo, não dispunha de poder para tanto. Sabem por quê? Porque os cargos foram loteados pelos partidos da base aliada, a começar do PT. Resultado: a empresa virou um valhacouto.

Em seu discurso de despedida, Pereira admitiu a existência de falhas éticas e morais. Vamos ver: o convite à renúncia coletiva é auspicioso. Mas cumpre esperar. Não custa lembrar que Nelson Jobim (Defesa) chegou ao posto quase anunciando a substituição de toda a diretoria da Anac. E nada aconteceu — e não há a perspectiva imediata de que venha a acontecer. Os diretores da agência têm estabilidade, é verdade. Mas também são cargos políticos.
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