Cadê o endereço da direita? Ou “Um pensamento totalitário”
Vou mandar um e-mail ao articulista Marcos Nobre, da Folha, que escreve às terças-feiras e perguntar onde está a direita. Ele a encontrou e se tornou um seu monopolista. Eu, confesso, não consegui achá-la até agora. Escreve ele hoje no jornal: “No momento atual, a direita política se comporta como um exorcista que cria seus […]
Nobilíssimo é professor de filosofia. Seu ofício impõe lidar com as palavras. De preferência, para esclarecer, não para embromar. A “direita” é chamada de “direita” em seu texto, mas ele não usa a palavra “esquerda” como sua antípoda. É sério. Clique aqui se você for assinante. Entende-se no seu texto que os adversários da direita são, ou foram, os “movimentos operários”. O golpe intelectual é simples, velho e aborrecido: ele trata a direita (cadê ela?) como uma excrescência contra o progresso social e naturaliza a esquerda, tão parte do processo que não precisa nem mais ser nominada. É um pensamento essencialmente totalitário.
Na parte mais risível do seu artigo, afirma que não há teórico liberal que tenha falado em voto universal até o século 19. Bingo! E depois do século 19, que é o século do marxismo? Espertamente, ele não fala em “esquerda”. Porque seria o caso de lembrar ao rapaz que não há teórico esquerdista que tenha falado em voto universal nos séculos 19, 20 ou 21… Eu o desafio a citar um único miserável que o tenha feito. No afã de condenar o capitalismo, chega a afirmar que a “Alemanha nazista era capitalista”, donde se depreende que, na década de 40, o socialismo soviético se uniu ao capitalismo americano e britânico para combater o capitalismo alemão…
E há quem aprenda filosofia com ele.






