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Reinaldo Azevedo

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Cabral, o imodesto: MPF já recuperou R$ 270 milhões

O ex-governador do Rio surpreende até aqueles que o investigam e esperam dele o pior. A força-tarefa apostava num desvio da ordem de R$ 224 milhões

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 21h03 - Publicado em 27 jan 2017, 07h36

Que coisa!

O Ministério Público Federal informa que já conseguiu recuperar R$ 270 milhões da roubalheira praticada por Sérgio Cabral, ex-governador do Rio. Parte disso está em barras de ouro e diamantes. E a força-tarefa está certa de que ainda não encontrou todo o tesouro da caverna. Que coisa espantosa!

Bem, o arquivo do meu blog revela o que penso sobre este senhor. Sempre o considerei um oportunista vulgar e um falastrão inconsequente. Mas daí a imaginar que pudesse se dedicar ao assalto aos cofres públicos com a sanha que ora se verifica? Bem, vamos ser claros: ninguém se espanta ao saber que Cabral se meteu em sujeira. Mas todos se surpreendem com a magnitude do esquema criminoso.

Atenção! O MP diz ter recuperado, até agora, a fábula de R$ 270 milhões. E está certo de que isso é apenas parte do que o valente conseguiu amealhar. A ser como diz o MPF, o Rio não tinha um governador na cadeira do chefe do Poder Executivo, mas um gatuno.

Não! Não foi apenas a corrupção que levou o Estado do Rio à falência. Mas certamente não seria com tipos como Cabral que se enfrentaria a contento um momento difícil. O resultado está aí, aos olhos de todos.

E não pensem que a carreira de milionário de Cabral começou só depois de ter assumido o governo do Rio (de 2007 a abril de 2014). Não! Entre 2002 e 2007, informa o MP, ele enviou a bagatela de US$ 6 milhões ao exterior. O que ele fez nesse período? Ah, foi Presidente da Assembleia Legislativa do Rio e senador da República. Como se nota, o homem sabe fazer com que um cargo público renda dinheiro.

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Para o Ministério Público Federal, Eike Batista foi um dos grandes ocultadores da sujeira que Cabral fazia.

O ex-governador do Rio surpreende até aqueles que o investigam e esperam dele o pior. A força-tarefa apostava num desvio da ordem de R$ 224 milhões. Como se vê, o que já foi recuperado supera esse montante. Agosta os investigadores apostam num novo teto para a sem-vergonhice de Cabral: US$ 100 milhões — ou R$ 340 milhões.

Ele nunca foi um homem modesto e de ambições pequenas.

Quem tem boa memória sabe: o homem chegou a ser cotado para vice de Dilma em 2014, e se falava nele, nessa perspectiva, como um futuro presidenciável.

Propina e caixa dois É claro que caixa dois e propina são igualmente condenáveis. Mas é certo que não são a mesma coisa, embora a segunda costume ser feita com dinheiro da primeira.

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O que acho notável em Cabral é que nem mesmo se percebe nele a centelha de alguma convicção inclinada para o bem comum ou partidário. Estava disposto a se tornar um milionário. E atuou com determinação.

Sim, há gente que se enrolou na Lava Jato em razão do dinheiro de campanha que não foi declarado, mas que não roubou um alfinete para si mesma. E há Sérgio Cabral.

Ele criou a sua própria estrutura criminosa, da qual era comandante máximo. As circunstâncias vividas pelo Rio — Copa do Mundo e Olimpíada — lhe deram a oportunidade de ouro de delinquir.

E ele não se fez de rogado.

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