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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura
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Blog do Dirceu ou Tonga da Milonga do Kabuletê

O blog de José Dirceu já está no ar. Será que é ele mesmo quem faz? O texto tem claro sotaque jornalístico. Huuummm. Não é bem a sua praia, embora, sem dúvida, aquelas sejam as suas opiniões. Não consigo ver o homem horas a fio diante de um computador redigindo textos. Afinal, como ele mesmo […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 23h21 - Publicado em 7 ago 2006, 21h33
O blog de José Dirceu já está no ar. Será que é ele mesmo quem faz? O texto tem claro sotaque jornalístico. Huuummm. Não é bem a sua praia, embora, sem dúvida, aquelas sejam as suas opiniões. Não consigo ver o homem horas a fio diante de um computador redigindo textos. Afinal, como ele mesmo diz, é agora alguém da iniciativa privada. Tem todo o jeitão de que há uma equipe cuidando do assunto, monitorada por telefone. Se for assim, já é fraudar a natureza do blog, que é sempre pessoal. Mas tudo bem. É mais uma das faces desse lutador incansável. Como eu desconfiava, tudo o que não se recomenda aqui, o homem recomenda lá: a entrevista de Luiz Dulci na Folha, por exemplo. Ele achou o máximo. Bem, se eu fosse petista, também teria achado. Dirceu — ou sei lá quem — canta ainda as glórias de Fidel Castro, o facinoroso. O tom é algo assim entre Che Guevara e Eduardo Galeano. E talvez se possam ouvir ecos de Violeta Parra na voz (e tambor) de Mercedes Sosa: “Mas vimos também nossa América Latina profunda, rebelde e popular chorar apreensiva e triste. Nós, que conhecemos Fidel e acompanhamos a sua luta e a nossa luta, ficamos calados, já que sabemos que o inimigo usa a informação para tentar nos destruir. Essa é a lei da guerra, e de guerra se trata, pois é isso que Cuba enfrenta: uma permanente agressão contra sua soberania e seu povo. Não é preciso falar nada sobre Fidel, porque ele já é história – a nossa história, de nossos povos, de nossa América.”
Então segue abaixo uma milonga de Atahualpa Yupanqui em homenagem a Dirceu. Vão pensando, enquanto lêem ou lembram, na “nossa América Latina profunda, rebelde e popular” e corram para ver se o passaporte está em dia.

Los hermanos

Yo tengo tantos hermanos,
que no los puedo contar,
en el valle, en la montaña,
en la pampa y en el mar.

Cada cual con sus trabajos,
con sus sueños cada cual,
con la esperanza delante,
con los recuerdos detrás.
Yo tengo tantos hermanos
que no los puedo contar.

Gente de mano caliente,
por eso de la amistad,
con un rezo pa’ rezarlo,
con un llanto pa’ llorar,
con un horizonte abierto,
que siempre está más allá
y esa fuerza pa’ buscarlo
con tesón y voluntad.

Cuando parece más cerca
es cuando se aleja más,
yo tengo tantos hermanos,
que no los puedo contar.
Y así seguimos andando,
curtidos de soledad,
nos perdemos por el mundo
nos volvemos a encontrar
y así nos reconocemos
por el lejano mirar
por la copla que mordemos,
semilla de inmensidad.

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Y así seguimos andando,
curtidos de soledad
y en nosotros nuestros muertos,
pa’ que naide quede atrás.

Yo tengo tantos hermanos,
que no los puedo contar
y una novia muy hermosa,
que se llama Libertad.

Blog do Dirceu? Farei como Vinicius e Toquinho: eu o mandarei para a Tonga da Milonga do Kabuletê

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