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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Aqui, o áudio de minha conversa com uma “morta”. É o maior furo da história do jornalismo!

Fiz algo inédito ontem na minha carreira — e é um furo mundial, o maior dos tempos: entrevistei uma “morta”. E tenho a prova disso!!! Abaixo, segue a gravação da conversa que tive com Gilmara Costa Espírito Santo. Ela, o marido e o filho de três anos eram dados como “mortos” por ONGs e esquerdopatas variados. […]

Por Reinaldo Azevedo 28 jan 2012, 07h11 | Atualizado em 31 jul 2020, 09h39
Aqui, o áudio de minha conversa com uma “morta”. É o maior furo da história do jornalismo! Priorize VEJA no Google

Fiz algo inédito ontem na minha carreira — e é um furo mundial, o maior dos tempos: entrevistei uma “morta”. E tenho a prova disso!!! Abaixo, segue a gravação da conversa que tive com Gilmara Costa Espírito Santo. Ela, o marido e o filho de três anos eram dados como “mortos” por ONGs e esquerdopatas variados. Felizmente, consegui falar com ela em um de seus dois celulares, contribuindo para desmoralizar uma farsa, que teve início com uma incrível irresponsabilidade da Agência Brasil, que pertence à EBC. A agência oficial publicou a entrevista com um advogado ligado a um movimento de invasores de áreas urbanas denunciando mortes e desaparecimentos.

 Por incrível que pareça, o Portal Terra chegou a publicar uma reportagem ontem trazendo a lista com os nomes das pessoas que teriam sido assassinadas. Além do filho de Gilmara, haveria uma outra criança, de oito anos — que estava internada no Hospital Municipal de São José dos Campos por causa de uma apendicite que o levara à cirurgia. O post em que conto essa história está aqui.

Reproduzo a íntegra da conversa porque a considero um documento e um emblema desses dias. Ouçam. Volto em seguida.

https://www.4shared.com/embed/1102667269/6e52a1f9

Voltei
Como viram, Gilmara não é uma coitadinha, desarticulada, sem noção do que está acontecendo. É claro que não está feliz com a ocorrência. Mas resta evidente, por suas próprias palavras, que ela e sua família não foram, felizmente, agredidos pelos policiais, que os trataram com, segundo ela mesmo, educação.

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Tenha-se a abordagem que for dos episódios do Pinheirinho, a verdade é que os mistificadores, desta vez, foram longe demais! Procurem no dicionário o sentido da palavra “massacre” para avaliar se foi o que se viu no Pinheirinho. Nem mortos nem uma legião de feridos. FELIZMENTE, NADA DISSO ACONTECEU!

Pesquisem para ver! A desocupação era iminente. As lideranças que cuidavam da área não informaram a seus liderados o que estava em curso, como resulta claro da minha conversa com Gilmara. E a razão é muito simples: o confronto com a polícia lhes era e lhes é útil porque ajuda a “alimentar a luta”.

As esquerdas sempre contaram com o sangue dos inocentes ou dos ingênuos para regar o seu canteiro ideológico. Se um dia vocês se interessarem por detalhes da trajetória de Lênin, verão onde está a matriz dessa prática. Hoje em dia, como todo mundo sabe, a “revolução comunista” é impossível. Mas os ideólogos estão por aí, ainda dispostos a usar o lombo alheio para construir o seu “mundo melhor”.

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É oportunismo vigarista ou burrice indagar se aquelas pessoas “não têm direito a uma moradia”. Direito, em certo sentido, temos todos até ao Paraíso. A questão é saber quais métodos são e quais não são aceitáveis para exercê-lo. Pode o Poder Público, em qualquer esfera, simplesmente desapropriar toda e qualquer área que seja invadida por pessoas que dizem ter “direito” a uma moradia? Acho que não. Parece que o caminho não é esse.

A grande imprensa está omitindo — publicou, mas sem nenhum destaque — um fato relevante: a Justiça determinou a reintegração de posse do terreno em julho do ano passado. Cumpre lembrar uma vez mais a determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo:
“Autorizo, para tanto, requisição ao Comando da Polícia Militar do Estado, para o imediato cumprimento da ordem da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, repelindo-se qualquer óbice que venha a surgir no curso da execução, inclusive a oposição de corporação policial federal (…)”

Mas nem quero me estender nesse particular agora. Quero que fique registrado neste post que a função do jornalismo, quando recebe uma denúncia grave como aquela — PM estaria matando pessoas e ocultando cadáveres —, é apurar se o fato é verdadeiro ou não, especialmente porque a fonte original tinha todo interesse em difamar a força policial.

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Não se fez apuração nenhuma! Lançou-se a mentira no ar, e ela ganhou o mundo. Desde que atuo no jornalismo, nunca vi uma farsa tão bem urdida. Desmoralizada pelos fatos, encontrados os supostos “mortos”, os militantes não se deram por vencidos e passaram a atacar em novas frentes, como vocês verão. Isso tem explicação.

Essa gente que quer que Gilmara, seu marido, seu filho e outros como eles se danem. Os moradores do Pinheirinho são apenas pretextos de sua “luta”. Helena Silvestre, a tal que concedeu entrevista à TV do ditador Hugo Chávez, já deixou claro em um seminário que seu objetivo não é exatamente dar casa a quem não tem, mas acabar com o capitalismo. Aquele coroa se fingindo de moleque que estava murchando o pneu do carro de Gilberto Kassab no dia 25 de janeiro vestia uma camiseta em que se liam, junto com “Somos Todos Pinheirinho”, as seguintes palavras: “Intifada Palestina”.

As últimas pessoas com quem os militantes se importam são as donas Gilmaras e suas respectivas famílias. Eles são apenas o combustível que se queima em defesa de “um outro mundo possível”. Aquele que tem como essência moral, ou amoral, a mentira! E que só se revela pelo avesso. Por isso George Orwell, no livro “1984”, deu grande importância à “novilíngua”, aquela linguagem em que uma coisa se define pelo seu contrário: “Liberdade é escravidão”.

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E se dona Gilmara, seu marido e seu filho não tivessem sido encontrados. Ora, para as mentes perturbadas e para os canalhas, seria a evidência dos homicídios e da ocultação de cadáveres. E a prova estaria justamente na ausência de provas.

Boa sorte, Dona Gilmara! Que a senhora seja livre! Que se livre, inclusive, de seus supostos protetores!

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