Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Aplauso! Em documento a Temer, PSDB deve propor adoção do parlamentarismo já em 2018

É claro que se dirá que não há tempo; que se trata de uma mudança muito radical; que os brasileiros vão se atrapalhar... Tudo conversa mole! A população já conviveu, durante a implementação do Plano Real, com duas moedas — foi preciso apelar, dia após dia, a uma tabela de conversão. Houve quem previsse o caos. Descobriu-se que caótica era a inflação

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 22h50 - Publicado em 3 Maio 2016, 04h36

Aplausos! O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), deve se encontrar nesta terça com Michel Temer, que assumirá em breve a Presidência da República, para tratar do apoio do partido à gestão do peemedebista. Um documento deverá ser entregue ao ainda vice com as propostas tucanas. Uma delas é dar início ao debate para a adoção do parlamentarismo já em 2018, isto é, para o sucessor de Temer.

Um dos nomes da crise brasileira é “presidencialismo”. Ou alguém duvida que, num regime parlamentarista, o governo Dilma já teria caído há muito tempo, com provável convocação de eleições? No sistema em voga, no entanto, isso não é possível. O país precisa aderir àquele que é o modelo de governo das democracias mais avançadas do mundo.

Não é solução para todos os males. Mas se dá um grande passo rumo à civilidade. Também é preciso mudar a forma de representação. O sistema proporcional em curso é um desastre e um fator de encarecimento das campanhas eleitorais. Defendo, como sabem os leitores, o sistema distrital puro. Os tucanos já demonstraram simpatias pelo distrital misto. Ao debate, pois.

Muito bem: há precisamente quatro dias, quando o PSDB decidiu selar seu acordo com o futuro governo de Michel Temer, escrevi aqui o seguinte:
“Também acho que está mais nas mãos do PSDB do que nas do próprio PMDB a adesão para valer ao parlamentarismo — que, aliás, consta do programa tucano. Não vejo razão para que se postergue a mudança para 2022. O país está diante de uma chance extraordinária de dar um salto de qualidade. É evidente que o presidencialismo é o pai de muitos dos vícios e das crises que aí estão. Parlamentarismo casado com voto distrital puro: essa, sim, é a revolução democrática que poderia ser liderada pelas duas legendas.”

Se a proposta de adoção do parlamentarismo dos tucanos já contempla 2018, tanto melhor. É claro que se dirá que não há tempo; que se trata de uma mudança muito radical; que os brasileiros vão se atrapalhar… Tudo conversa mole! A população já conviveu, durante a implementação do Plano Real, com duas moedas — foi preciso apelar, dia após dia, a uma tabela de conversão. Houve quem previsse o caos. Descobriu-se que caótica era a inflação.

Continua após a publicidade

Muitos dirão que não há tempo. Besteira de novo! Basta que uma sólida maioria se forme, e tudo caminha para isso, que se dê a devida celeridade à reforma política e que se faça uma campanha de esclarecimento. E pronto! Em 1993, o país foi chamado a decidir em plebiscito entre Monarquia e República; parlamentarismo e presidencialismo. Infelizmente, este saiu vitorioso, e o resultado é o que se vê aí.

Não duvidem: o regime parlamentarista, com voto distrital, vai baratear as campanhas, aproximar os eleitores de seus representantes, forçar uma diminuição no número de partidos e qualificar o Congresso.

A população tem de ser chamada a participar ativamente da mudança, e, creio, é preciso propor um referendo caso se aprove a emenda parlamentarista.

Até outro dia, o PSDB pensava em aderir à tese parlamentarista apenas a partir de 2022. Bobagem! Se não for agora, quando? Abre-se uma incrível janela de oportunidades para mudar o que está obviamente errado. E não custa lembrar: o PSDB, que eu me lembre, é o único partido programaticamente parlamentarista.

A hora é essa!

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)