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Reinaldo Azevedo

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Aldo: comunista, cirista, cristão, confuso e palmeirense

O comunista Aldo Rebelo é mesmo um homem notável. Fez-se presidente da Câmara dos Deputados quando o PT estava em frangalhos — e contou com os votos do partido. Quando os petistas se recuperaram, retiraram-lhe a escada, e ele ficou pendurado no apoio de Luiz Inácio Lula da Silva, que também o traiu. A ministra […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 6 jun 2024, 08h07 - Publicado em 7 fev 2007, 05h24
O comunista Aldo Rebelo é mesmo um homem notável. Fez-se presidente da Câmara dos Deputados quando o PT estava em frangalhos — e contou com os votos do partido. Quando os petistas se recuperaram, retiraram-lhe a escada, e ele ficou pendurado no apoio de Luiz Inácio Lula da Silva, que também o traiu. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) atuou ativamente em favor da eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP). A nenhum desses ele atribui a sua derrota. Acha que só não foi reeleito presidente da Câmara por causa de… José Serra. Alinhado desde já com a candidatura de Ciro Gomes (PSB-SP) à Presidência da República (o que não diz na entrevista abaixo), considera que lhe faltou mesmo foi o apoio do tucano de São Paulo. Na campanha do adversário vitorioso, viu métodos condenáveis, mas também não diz quais. Este é Aldo: comunista, cirista, cristão e representante de um partido que ainda se diz stalinista. E, fosse esta uma daquelas madrugadas em que estou meio azedo (não é o caso), lembraria que também é palmeirense… Seguem trechos da entrevista concedida Valdo Cruz e Letícia Sander, na Folha.

FOLHA – A quem o senhor atribui a sua derrota?ALDO REBELO – O vitorioso teve apoio da cúpula da maioria dos partidos da base do governo. Houve também algum nível de apoio de ministros ligados ao PT e de ao menos um governador de um Estado importante, como São Paulo.(…)FOLHA – O sr. identifica a atuação de qual ministro, especificamente?ALDO – O nome do santo não é o mais importante. Importante é que se operou um milagre. Eu diria que compreendo a manifestação de apoio de alguém do PT a uma candidatura do PT. Acho que isso teve influência nas eleições. Como não há forma de indicar exatamente como ocorreu, você mede a influência disso pelo resultado concreto da batalha.FOLHA – Mas o sr. considera o oferecimento de benesses, cargos e emendas normal?ALDO – Eu acho que, se realmente houve, o método, naturalmente, é condenável.(…)FOLHA – O sr. reclamou diretamente com o Executivo de interferência?ALDO – Eu sempre tomava atitudes preventivas e defensivas. No dia da eleição, soube que um funcionário do palácio circulava pelo Congresso, e tomei a iniciativa de telefonar ao ministro Tarso Genro e manifestar a minha preocupação com a interpretação que pudesse ser dada à presença desse funcionário aqui [tratava-se de Marcos Lima, responsável por negociações com parlamentares].(…)FOLHA – Como fica sua relação com o governo daqui para a frente?ALDO – Minha relação é a do bloco parlamentar que apóia o governo. O que marca a nossa relação é uma maior independência de projetos e de atitudes em relação ao PT.FOLHA – O sr. se sentiu abandonado pelo presidente?ALDO – Não, porque, ao menos, o presidente manifestou publicamente a sua atitude de respeito às duas candidaturas.(…)FOLHA – É um grupo que tem a disposição de participar da eleição de 2010 com candidato próprio?ALDO – Claro. O presidente Lula não é candidato à reeleição. O nosso compromisso é com o governo Lula, não é com o PT.Assinante lê mais aqui

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