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Reinaldo Azevedo

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Afinal, quem fala pelo governo e qual é a versão oficial?

Por Renata Giraldi, na Folha Online:O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), saiu em defesa nesta segunda-feira da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Reportagem da Folha aponta a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, braço-direito de Dilma, como mandante do dossiê com gastos com cartão corporativo e contas B do ex-presidente Fernando […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h42 - Publicado em 31 mar 2008, 19h47

Por Renata Giraldi, na Folha Online:
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), saiu em defesa nesta segunda-feira da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Reportagem da Folha aponta a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, braço-direito de Dilma, como mandante do dossiê com gastos com cartão corporativo e contas B do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da ex-primeira-dama Ruth Cardoso e de ex-ministros da gestão tucana.
“A ministra Dilma não tem responsabilidade alguma [sobre isso]”, afirmou ele. “Não há dossiê algum. O que existe é um banco de dados [informando sobre despesas com cartões corporativos e contas B].”
Sem apontar nomes, o líder disse apenas que, na sua opinião, o vazamento de dados sigilosos ocorreu porque uma pessoa de dentro do governo foi responsável pela divulgação das informações. “Alguém de dentro do governo, alguém que deliberadamente vazou as informações, de forma maldosa”, disse Jucá, tentando justificar a divulgação de informações sigilosas dos gastos de FHC e dona Ruth.
Em seguida, o líder defendeu que seja investigado o vazamento de informações sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama, Ruth Cardoso.
De acordo com Jucá, o que ele chama de “banco de dados” elaborado pelo governo reúne informações desde 1998. Ele negou ter acesso ao material ou conhecer detalhes sobre as informações contidas nele. Porém, reiterou por mais de duas vezes: “Não existe dossiê. São dados. O governo tem dados”.
O líder disse ainda que as explicações sobre o assunto serão fornecidas à CPI mista (Com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos. Segundo ele, os dados não-sigilosos serão revelados, já os demais deverão ser negociados com os integrantes da comissão para verificar o melhor meio para analisar o material. “O governo vai agir com tranqüilidade”, disse ele.
No final de semana, a ministra negou que tenha sido elaborado um dossiê, chamando-o de levantamento de despesas.
Nesta segunda-feira, Jucá evitou falar em punição ou qualquer tipo de outra aplicação de pena contra os supostos responsáveis pela confecção do dossiê ou divulgação dos dados sigilosos.

ComentoParece confusão, mas é método. Quem fala pelo governo?– Dilma, segundo quem inexiste dossiê, mas um levantamento feito com base em acórdão do TCU, o que não é verdade?;– José Múcio, ministro das Relações Institucionais, para quem existe, sim, dossiê, mas feito por alguém muito malvado, embora da própria Casa Civil?;– Romero Jucá, o líder do governo no Senado, que também nega o dossiê?;– Gilberto Carvalho, braço direito de Lula, que repudia o termo “dossiê”, mas que promete que a semana será quente na CPI?

E assim vão eles, empurrando o caso com a barriga, afetando normalidade, na certeza de que este caso, como outros, também esfria. E, é óbvio, o país sai do episódio um tanto mais rebaixado do ponto de vista institucional, conforme deixa claro o presidente do STF, Gilmar Mendes, em entrevista ao Estadão de hoje.

Jucá, segundo reportagem do Estadão, fez parte do grupo de governistas que sabia da preparação do papelório. Sim, ele nega, é claro.

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