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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Acordo EUA-Irã sobre energia nuclear é bom porque é o melhor possível. Se acontecer…

O que foi que os EUA, o Irã e as cinco potências —  China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha — acertaram até agora? Um documento prévio que pode resultar num acordo, o que será negociado até junho. Se o que ficou combinado nessa carta de intenções for cumprido, vai se dar um passo razoável, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 01h42 - Publicado em 2 abr 2015, 22h11

O que foi que os EUA, o Irã e as cinco potências —  China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha — acertaram até agora? Um documento prévio que pode resultar num acordo, o que será negociado até junho. Se o que ficou combinado nessa carta de intenções for cumprido, vai se dar um passo razoável, desde que o Irã não trapaceie — e o país é mestre nas artes do disfarce, do despiste e da ambiguidade.

A cláusula principal é mesmo a que permite uma inspeção do programa e das instalações nucleares do país pela Agência Internacional de Energia Atômica.  O Irã aceitou diminuir o número de centrífugas de 19 mil para 6.104 — apenas 5.000 poderão enriquecer urânio pelos próximos dez anos. Mais: no prazo de 15 anos, o país não poderá enriquecer a substância acima de 3,67%, o suficiente para produzir energia. Uma bomba só é possível com urânio enriquecido a pelo menos 90%.

O movimento, até aqui, é auspicioso, mas convém ir com calma. A decisão final é do verdadeiro homem forte do regime iraniano: aiatolá Khamenei — e, claro!, da hierarquia religiosa que o cerca. Se o que está nesse documento prévio for seguido, é correto dizer que o Irã nunca tinha cedido tanto.

A alternativa? A guerra. E, no caso, convém considerar: nem sempre a guerra é a pior saída; há circunstâncias extremas em que é a única. Se o Irã se mantivesse na posição anterior — que, na prática, impedia a inspeção de seu programa nuclear —, não havia acordo possível. E aí… Agora, ainda que persistam motivos para preocupação, há que se admitir que, se o documento for posto em prática, o programa nuclear iraniano será consideravelmente desacelerado. E isso é bom porque é o melhor possível.

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