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Reinaldo Azevedo

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Acordo de Cristina Kirchner com o Irã é uma indignidade e um tapa na cara da comunidade judaica argentina e mundial

Cristina Kirchner, a “Louca de Buenos Aires”, pode ser pior do que parece. E olhem que a competição consigo mesma é das mais severas. Ela é daquelas pessoas determinadas, que podem ser hoje piores do que foram ontem e melhores do que serão amanhã… Até o desastre — que é para onde ela tenta empurrar o […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 06h59 - Publicado em 28 jan 2013, 21h36

Cristina Kirchner, a “Louca de Buenos Aires”, pode ser pior do que parece. E olhem que a competição consigo mesma é das mais severas. Ela é daquelas pessoas determinadas, que podem ser hoje piores do que foram ontem e melhores do que serão amanhã… Até o desastre — que é para onde ela tenta empurrar o seu país! Não sem antes multiplicar a riqueza da família com impressionante celeridade. Qual é a última estupidez desta senhora? Celebrou um acordo com o Irã para empreender uma investigação conjunta do atentado praticado contra a entidade judaica Amia (Associação Mutual Israelita Argentina), em 1994, em Buenos Aires. Morreram 85 pessoas, a maioria crianças.

A polícia e os órgãos de segurança argentinos já investigaram o caso e descobriram as patas do governo iraniano no atentado. Nenhuma surpresa. O país patrocina ações terroristas em Israel, no Irã e no Líbano, só para começo de conversa. A Justiça argentina pede a extradição de oito iranianos envolvidos na ação. Entre eles, estão o atual ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, e o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani. O regime dos aiatolás nega, claro!, o envolvimento no episódio e não prende ninguém. Ao contrário: como se vê, eles ocupam os mais altos postos do país.

Agora, dona Cristina Kirchner decidiu formar uma comissão conjunta com aqueles que são formalmente acusados pelo atentado para “investigar” o caso. É um escárnio! É um acinte! A troco de quê, dona Cristina, e com que propósito? É impressionante o mergulho vertical desta senhora na delinquência política, externa e interna. O Irã tem um amigo íntimo na América Latina: o ditador Hugo Chávez. Lula entrou na fila para ser parceiro, mas não conseguiu ir tão longe quanto pretendia. A presidente argentina, agora, resolveu entrar de cabeça nessa “relação”.

Segundo o acordo, representantes da Justiça argentina ouvirão os acusados em Teerã, naquele paraíso de liberdade e independência. A coisa é uma farsa em si e nem mesmo se ocupa em criar uma fachada de decência. “Não poderíamos estar menos consternados. Isso é ilegal e ignora o trabalho da Justiça nesses últimos 18 anos. Tomar os depoimentos em Teerã é inconstitucional”, reagiu Guillermo Borger, presidente da AMIA.

Em março de 1992, um atentado à embaixada de Israel em Buenos Aires já havia matado 29 pessoas e deixado 200 feridos.

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Ah, sim…
Antes que comece o papo-furado, vamos deixar claras algumas coisinhas. Cristina Kirchner é de origem judaica. Héctor Timerman, ministro das Relações Exteriores, que ajudou a costurar esse acordo com o Irã, é judeu. O porra-louca Axel Kicillof, homem forte de Cristina e da economia (e seus desastres), também. E daí?

Isso não muda uma vírgula do que escrevi nem a natureza do acordo. Não estou dizendo que seja o caso da turma, mas o fato é que, como bem sabe a comunidade judaica, judeu também podem tomar decisões pautadas pelo antissemitismo. Infelizmente, nem isso é uma garantia absoluta contra esse mal. 

Haver judeus no governo de Cristina e o fato de ela própria ter origem judaica não tornam moral seu acordo com o Irã. Não se pede a assassinos que ajudem a investigar as circunstâncias em que morreram suas vítimas. É simples assim. Esse acordo cheira mal, e Cristina não tem um passado político abonador. É bom lembrar que, na campanha à sua primeira eleição, recebeu uma mala de dólares ilegais enviados por Hugo Chávez.

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