Assine VEJA: informação confiável e exclusiva nas eleições + 4 revistas impressas a partir de R$ 35,90/mês.
Imagem Blog

Reinaldo Azevedo

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

ACABOU! A farsa dos baderneiros campeões americanos vem à luz

Polícia desmonta história de Ryan Lochte e outros três nadadores da equipe americana, que disseram ter sido assaltados numa falsa blitz

Por Reinaldo Azevedo 18 ago 2016, 15h59 | Atualizado em 30 jul 2020, 22h04
ACABOU! A farsa dos baderneiros campeões americanos vem à luz Priorizar nos meus resultados Google

Por Leslie Leitão, na VEJA.com:
A Polícia Civil do Rio já desvendou o suposto assalto sofrido por quatro nadadores americanos durante uma falsa blitz na madrugada do último domingo, entre eles o 12 vezes medalhista olímpico Ryan Lochte. Para a equipe da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), o enredo revelado pelo campeão é falso. Na verdade, o grupo inventou a história para tentar acobertar uma madrugada de bebedeira e arruaça protagonizada em um posto de gasolina na Barra da Tijuca, a caminho da Vila Olímpica.

Lochte e os companheiros de equipe Gunnar Bentz, Jack Conger e James Feigen saíram de uma festa na Casa de França, na Hípica, na Lagoa, às 5h46. De lá pegaram um táxi e foram fazendo baderna dentro do carro. Ao chegarem à Barra da Tijuca, pediram que o motorista encostasse num posto de gasolina na entrada do Jardim Oceânico. E ali começaram a protagonizar cenas de vandalismo. Nos fundos do estabelecimento, os nadadores chegaram a fazer xixi com as calças arriadas e acabaram quebrando uma placa publicitária.

Continua após a publicidade

Um cliente do posto, que é policial, interpelou o grupo. E disse que chamaria a polícia. O telefonema para o 190 foi feito, mas demorou demais e o grupo ameaçou fugir correndo. Armado, esse cliente teria mandado que parassem. Três se jogaram ao chão, menos Lochte. 

Em seguida, um dos atletas ofereceu dinheiro para indenizar o dano da placa quebrada. Os funcionários, num primeiro momento, não aceitaram, e insistiram que o melhor seria esperar a chegada da PM. Como a viatura não vinha, os nadadores deram 160 reais pelo conserto da placa e foram embora num táxi.

O curioso é que os próprios funcionários do posto não perceberam, num primeiro momento, que a baderna ocorrida naquele início da manhã estaria relacionada ao suposto assalto revelado pela mãe de Lochte e que ganhou as páginas de todo o mundo. “Só na terça-feira vimos que aqueles baderneiros filmados pelo posto aqui eram os mesmos da história do assalto. Não teve assalto algum. Eles inventaram isso porque estão com vergonha do que fizeram”, disse um funcionário ao site de VEJA.

Continua após a publicidade

Quando deixaram o posto, os atletas voltaram para a Vila Olímpica e chegaram no controle de acesso exatamente às 6h56. Lochte aparece brincando e os atletas com seus celulares e carteiras, o que obviamente já enfraquecia a tese de assalto. O taxista que conduziu o grupo está prestando depoimento neste momento.

Lochte, que voltou para os Estados Unidos no último dia 15, e Feigen, deverão ser indicados por falsa comunicação de crime no inquérito conduzido pelo delegado Alexandre Braga, da Deat. Feigen, aliás, fez check-out da Vila Olímpica, mas segue no Rio de Janeiro, em lugar desconhecido ainda. A Justiça determinou que ele não saia do Brasil. Coner e Bentz tentavam embarcar ontem de volta para casa, mas foram retirados do avião por ordem judicial.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).