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Reinaldo Azevedo

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A Saúde e a incompetência do PT. Ou: Os loucos de tão pobres e pobres de tão loucos. Quem liga pra eles?

A incompetência do governo petista na área da saúde cobra o seu preço. Em 11 anos, uma redução de 15% a taxa de leitos hospitalares (públicos e privados) por mil habitantes. Entre 2005 e 2012, o SUS perdeu mais de 41 mil leitos. Isso quer dizer que os hospitais privados pediram seu descredenciamento porque não […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 05h33 - Publicado em 23 ago 2013, 15h14

A incompetência do governo petista na área da saúde cobra o seu preço. Em 11 anos, uma redução de 15% a taxa de leitos hospitalares (públicos e privados) por mil habitantes. Entre 2005 e 2012, o SUS perdeu mais de 41 mil leitos. Isso quer dizer que os hospitais privados pediram seu descredenciamento porque não conseguem conviver com a tabela miserável paga pelo sistema. Atender à demanda do SUS, desde que se faça um serviço de qualidade, implica endividar-se. Há 2,3 leitos hospitalares por mil habitantes no Brasil. A Organização Mundial de Saúde recomenda de 3 a 5. Já é uma realidade dramática. Quando, à incompetência, se juntam a ideologia rombuda e a mistificação, então se tem o desastre. Na área psiquiátrica, a situação é muito pior. Nesse caso, juntou-se à incompetência mais rombuda a ideologia perturbada.

Atenção!  Há apenas 0,15 leito psiquiátrico por mil habitantes no país. É a metade do que se tinha quando o PT chegou ao poder. E já era pouco. Nos países civilizados, a média é de um leito psiquiátrico por 1.000. Isso quer dizer que o Brasil tem menos de um sexto do necessário. Esses poucos leitos, de resto, estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste.

Nunca houve, reitere-se, um número adequado de leitos, e eles sempre foram, com raras exceções, de péssima qualidade. A turma da reforma psiquiátrica aproveitou a incompetência do governo para impor a sua agenda: “Feche-se tudo! Internar é desumano!” Em vez de cobrar a humanização do tratamento e recursos para que se fizesse o trabalho adequado, os iluminados decidiram deixar os doentes a vagar por aí, entregues à própria sorte.

E por que isso não aparece? Porque ninguém dá bola para loucos de tão pobres e pobres de tão loucos (sim, parafraseio Caetano, quando pensa direito), não é mesmo? Eles não têm voz. Quando a questão é debatida, não há como chamar os pacientes para participar. Eles não têm representantes. Homens e mulheres pobres continuam a acorrentar em casa seu doentes — correndo o risco de ser presos, acusados de tratamento desumano e cárcere privado.

Mas, agora, tudo será resolvido. Os cubanos estão chegando.

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