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Reinaldo Azevedo

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A saída de Meirelles do Banco Central

Por Suely CaldasSempre prudente, sensato e cuidadoso, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, surpreendeu ao confirmar, na terça-feira, após depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que vai mesmo deixar o cargo. Não disse quando, mas deve acontecer até setembro de 2009, a tempo de se filiar a um partido político e […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 5 jun 2024, 20h59 - Publicado em 18 Maio 2008, 07h19
Por Suely Caldas
Sempre prudente, sensato e cuidadoso, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, surpreendeu ao confirmar, na terça-feira, após depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que vai mesmo deixar o cargo. Não disse quando, mas deve acontecer até setembro de 2009, a tempo de se filiar a um partido político e tentar a eleição de 2010. Indagado pela imprensa se era candidato ao governo de Goiás, respondeu: “Na minha vida aprendi a ser muito disciplinado e uma das características desta disciplina é que, no momento, sou presidente do Banco Central. Estou dedicado a isso. Vou pensar nesse assunto durante a quarentena.”
Sua assessoria fez enorme esforço para descolar a resposta do contexto político, mas, no dia seguinte, Meirelles deu outra dica sobre seu futuro: participou de uma solenidade política em Anápolis (GO), onde dividiu espaço e discursos não com pessoas de perfil técnico, mas com o governador, o prefeito da cidade, senadores e deputados goianos. Em quase seis anos no BC, é a primeira vez que ele deixa a sisudez do cargo para se misturar a políticos em ato público.
Meirelles escolheu o pior e mais impróprio momento para revelar-se: a inflação disparando, juros futuros em alta, superávit externo em queda e o ministro Guido Mantega impondo a criação de um fundo soberano. Por ter explicitado várias vezes resistência à idéia desse fundo – pelo menos enquanto o Brasil não começar a reduzir sua enorme dívida -, o presidente do BC passou para o mercado uma mensagem ruim, uma espécie de rendição nos embates com o Ministério da Fazenda, nada bom para o futuro da economia. Afinal, se o BC é o principal fiador de uma política econômica que reduziu a inflação e os juros e expandiu a produção e o emprego, uma escolha errada de substituto pode pôr em risco esse êxito. Seria um petista? Alguém sem nenhuma familiaridade e experiência no trato com o mercado? Abriu-se uma estrada longa para especulações.
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