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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura
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A resposta indecorosa de Padilha. Ou: Governo doará a Cuba, por ano, R$ 320 milhões da verba da Saúde, mas nada fez para impedir a perda de 41 mil leitos do SUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deu nesta quinta uma resposta indecorosa sobre o contrato que o Brasil firmou com Cuba para a importação de médicos. Já chego lá. Antes, vamos a algumas outras considerações. Houve algumas reações, ainda tímidas, no Congresso Brasileiro à absurda, estúpida mesmo!, importação de escravos-militantes cubanos, que chegarão ao Brasil […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 05h33 - Publicado em 23 ago 2013, 04h39

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deu nesta quinta uma resposta indecorosa sobre o contrato que o Brasil firmou com Cuba para a importação de médicos. Já chego lá. Antes, vamos a algumas outras considerações.

Houve algumas reações, ainda tímidas, no Congresso Brasileiro à absurda, estúpida mesmo!, importação de escravos-militantes cubanos, que chegarão ao Brasil disfarçados de médicos. Como se sabe, cada um deles custará R$ 10 mil aos cofres públicos. O dinheiro, no entanto, será enviado à ditadura cubana — R$ 40 milhões por mês —, e os brucutus de Fidel e Raúl Castro é que pagarão os médicos. Oficialmente, a tirania repassa aos profissionais de 25% a 40%. De fato — os repórteres investigativos podem escarafunchar —, esse percentual chega, no máximo, a 20%. Ou por outra: cada cubano que chegar aqui renderá R$ 8 mil limpos para o governo da ilha. O convênio com o Brasil, assim, carreará para o caixa de Cuba R$ 320 milhões por ano. Trata-se de dinheiro público, E DA SAÚDE!!!, financiando um regime policial.

A reação dos parlamentares, no entanto, ainda é modesta, pífia mesmo! Se a cúpula tucana disse alguma coisa, não foi forte o bastante para gerar notícia. Entendo essas almas: “Vai que a população goste…”. Quando não se tem convicção e só se reage de acordo com a oportunidade, os maiores absurdos prosperam sob o silêncio cúmplice daqueles que deveriam ser especialmente vigilantes. O nome do que se vai praticar aqui — e não se ouvirá um pio das esquerdas, é claro! — é trabalho similar à escravidão, que viola, de forma explícita, a Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho.

É o padrão de moralidade Marilena Chaui, aquela que odeia a classe média e a considera reacionária, menos, adverte essa gigante do pensamento, quando vota no PT. Assim, o trabalho escravo explorado por companheiros e pela tirania de Cuba é, na verdade, uma coisa muito bacana, progressista mesmo. Vou estudar esse caso. Não é possível que uma barbaridade como essa não chegue às barras dos tribunais. “Ah, mas alguém precisa fazer esse trabalho; se esse é o único caminho.” É verdade! No passado, alguém precisava cuidar da lavoura de cana no Brasil… No século 21, o governo do PT revigora a ética do trabalho do século 17: “A necessidade faz a escravidão”. Lixo moral!

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A resposta de Padilha
No geral, a imprensa trata Padilha a pão de ló. O próprio jornalismo está muito menos escandalizado do que deveria. Imaginem se um governo considerado de direita firmasse acordo semelhante com outro governo, também de direita. Não tardaria a se ouvir o grito: “Fascistas!”. E a companheira Maria do Rosário, aquela sempre tão preocupada com o trabalho escravo?

Ontem, sei lá que indagação se fez a Padilha para desse uma resposta indecente: afirmou que caberia aos municípios dar moradia e alimentação aos médicos e que o governo federal acompanharia isso de perto. Perfeito! O governo cubano vai roubar R$ 8 mil de cada profissional, que ficará com minguados R$ 2 mil, e quem vai arcar com as consequências são os quebrados municípios brasileiros.

Que essa imoralidade tenha prosperado em protoditaduras como a Venezuela, Equador e Bolívia, vá lá. Mas na democracia brasileira? É inaceitável.

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A queda de leitos
Informei ontem aqui que, nos 11 anos do governo do PT, houve uma redução de 15% nos leitos hospitalares. Só entre 2007 e 2012, foram fechados 4.770. O leitor Rodrigo Netto me envia um link de texto publicado na VEJA.com em 13 de setembro do ano passado em que se lê o seguinte:

“O número de leitos hospitalares no Brasil sofreu uma redução de 10,5% entre 2005 e 2012, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM). Em levantamento divulgado nesta quinta-feira, o órgão aponta que, em sete anos, houve uma redução de 41.713 leitos hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS). O estado mais prejudicado pela queda é Mato Grosso do Sul, com uma perda de 26,6% dos leitos. O levantamento do CFM foi feito com base nos dados apurados junto ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde.”

Ele quer saber, em suma, qual número está certo. Infelizmente, Rodrigo, os dois estão certos. O meu texto trata do número total de leitos fechados (públicos e privados). A reportagem da VEJA.com se refere à queda do número de leitos do SUS. Isso significa que hospitais privados deixaram o sistema porque não conseguem conviver com o valor ridículo da tabela. Entendeu? As Santas Casas, por exemplo, estão à beira da falência. A cada atendimento que fazem do SUS, seu déficit aumenta.

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O país que vai transferir R$ 320 milhões por ano da verba do setor de saúde para a ditadura cubana assistiu, inerme, à perda de mais de 41 mil leitos do SUS em sete anos. E o atual comando das oposições fica de bico fechado, temendo que uma crítica mais dura a esse descalabro acabe sendo impopular.

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