Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

A hora dos tolos: vão lá oferecer o pescoço para dialogar com a corda

É curioso que alguns veículos que silenciaram sobre o óbvio despropósito de José Dirceu manter um gabinete clandestino em Brasília, onde recebe autoridades do governo e lideranças políticas — o propósito dos encontros já foi explicitado — abram suas páginas e sites para a gritaria do comando do PT, que voltou a pregar o “controle […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 10h54 - Publicado em 1 set 2011, 15h45

É curioso que alguns veículos que silenciaram sobre o óbvio despropósito de José Dirceu manter um gabinete clandestino em Brasília, onde recebe autoridades do governo e lideranças políticas — o propósito dos encontros já foi explicitado — abram suas páginas e sites para a gritaria do comando do PT, que voltou a pregar o “controle da mídia”.

Agora é Rui Falcão quem sai da toca. E mal esconde o alcance de sua crítica. Ele confirmou que o partido pretende aprovar um documento em que condena o jornalismo “partidário e parcial” que se praticaria no país; segundo o valente, esse jornalismo não se restringiria à VEJA, embora, para ele, a revista seja o “exemplo mais acabado disso”.

É compreensível. Falcão gosta do jornalismo dependente da verba das estatais; Falcão gosta do jornalismo independente a favor; Falcão gosta do jornalismo comprado pelo oficialismo.

Alguns tontos, movidos ou por baixos interesses ou por uma lógica da concorrência estúpida, parecem se divertir um tantinho com a histeria autoritária do PT.  Ainda que a fantasia inventada por Dirceu fosse verdadeira, seria insuficiente para uma escalada contra toda a imprensa. Sendo uma farsa, trata-se de mero pretexto para que o partido retome a sua cantilena de sempre.

O PT foi amigo do jornalismo investigativo até 31 de dezembro de 2002. No dia 1º de janeiro de 2003, ele passou a ser inimigo. Aí se tratava de indagar ao jornalista e às empresas de comunicação de que lado eles estavam. E vieram, então, as sucessivas tentativas de controlar a imprensa — até em nome dos direitos humanos!

Chega a ser patético ver alguns assanhados a oferecer o pescoço para dialogar com a corda, como a dizer: “Ó, eu sou diferente; eu sou bonzinho; eu acho que não tem nada de errado em ver o Zé ‘governando’ o Planalto a partir de um quarto de hotel. Afinal, por que um lobista não pode receber ministros de estado e presidentes de estatal em encontros clandestinos?”

É… Faxina se faz com VEJA. Parece que, entre todas as limpezas necessárias, essa é a que mais assusta. Mexeria com a sujeira encalacrada.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)