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Reinaldo Azevedo

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A Folha On Line precisa ler o “Painel” da… Folha!

Leiam um trecho que está na Folha On Line, que segue em itálico. Volto em seguida: “Serra não quis falar sobre a CPI dos Sanguessugas. Perguntado se ele estava preocupado com o relatório parcial da comissão, que deve ser divulgado na próxima quinta-feira, ele respondeu que não. “Nem teria teria porque ter [preocupação]”, disse.Em depoimento […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 23h21 - Publicado em 7 ago 2006, 19h46
Leiam um trecho que está na Folha On Line, que segue em itálico. Volto em seguida:

“Serra não quis falar sobre a CPI dos Sanguessugas. Perguntado se ele estava preocupado com o relatório parcial da comissão, que deve ser divulgado na próxima quinta-feira, ele respondeu que não. “Nem teria teria porque ter [preocupação]”, disse.Em depoimento à CPI, o empresário Luiz Antonio Vedoin, um dos donos da Planam, disse que operava o esquema desde a época em que Serra era o ministro da Saúde, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.Ele disse ainda que, em 2001, esteve com o pai, Darci Vedoin, na solenidade de entrega de cerca de 50 ambulâncias em Cuiabá. Na ocasião, Serra esteve presente.Apesar disso, o dono da Planam afirmou que nunca tratou do esquema com nenhum ministro.”Vamos lá. Em primeiro lugar, Serra não pode ter sido “perguntado”. No máximo, a coisa foi “perguntada” a ele, e o candidato foi “indagado”. Mas é o de menos. O resumo que se faz da história e um espetáculo de desinfomração. O texto diz que o esquema de ambulâncias existia desde quando Serra era ministro e que ele chegou a estar presente numa solenidade a que compareceu também Darci Vedoin. Retoma-se, assim, aquela informação vesga publicada no Blog de Fernando Rodrigues dia desses: a presença de um ministro numa solenidade de entrega de ambulância seria um índice de suspeição. Não é.Depois, consta lá que “o dono da Planam afirmou que nunca tratou do esquema com nenhum ministro.” Não é verdade. Os Vedoin dizem outra coisa. Nunca conversaram pessoalmente com ministros. Mas eles implicam diretamente José Airton Cirilo no caso. E garantem que Cirilo falava em nome do Ministério da Saúde, comandado pelo petista Humberto Costa. O texto, da forma como está organizado, iguala Serra e Costa. E isso é uma mentira factual. Aliás, no próprio jornal ficou claro que é. A Folha precisa ler ao menos a Folha. No Painel de sexta-feira, está escrito: “Virou comédia a ação da tropa de choque mobilizada pelo PT para acompanhar o depoimento de Luiz Antonio Vedoin. Os deputados Eduardo Valverde (RO) e Fernando Ferro (PE), pouco vistos na CPI dos Sanguessugas, juntaram-se ontem ao senador Sibá Machado (AC) na tentativa de extrair do chefe da máfia acusações ao governo anterior. Não deu certo. Valverde perguntou quatro vezes sobre eventual envolvimento de José Serra. O depoente negou e disse que o esquema prosperou no atual governo. ‘Antes, ninguém vendia facilidades.’ Sibá tentou isentar a colega Serys Shlessarenko (MT) culpando seu genro. Vedoin: “Então ela devia trocar de genro, porque fazia as emendas, e ele ficava com o dinheiro”.


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