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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

A coluna que deixou a petista Bebel irritada

Eu ainda falarei mais longamente sobre o ataque que Bebel me fez e vou demonstrar a esta senhora e a seus advogados quem ofendeu quem, antes que eles resolvam tomar o tempo da Justiça. Mas cumpre lembrar por que a mulher está tão brava comigo. O que a deixou furiosa foi a minha coluna na […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 01h41 - Publicado em 6 abr 2015, 20h18

Eu ainda falarei mais longamente sobre o ataque que Bebel me fez e vou demonstrar a esta senhora e a seus advogados quem ofendeu quem, antes que eles resolvam tomar o tempo da Justiça. Mas cumpre lembrar por que a mulher está tão brava comigo. O que a deixou furiosa foi a minha coluna na Folha de sexta. Eu a reproduzo na íntegra.

Lula está morto

A Apeoesp, o sindicato dos professores da rede oficial de ensino do Estado de São Paulo, que tenta manter no muque uma greve à qual a categoria se nega a aderir, teve a coragem de patrocinar na TV uma campanha publicitária em que recomenda que os pais não levem seus filhos à escola. É indecente. É asqueroso.

Que tipo de gente faz isso? Isabel “Bebel” Noronha, “presidenta”, como ela gosta, da entidade, é aquela senhora que anunciou, em 2010, em outra greve malsucedida, que “quebraria a espinha” do então governador José Serra (PSDB). Na sequência, participou de um ato em apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT). A assembleia-fantasma da Apeoesp que aprovou a paralisação neste ano ocorreu no dia 13 de março, na rua, em meio aos “protestos a favor” do governo, sem que se pudesse saber quem era e quem não era professor.

No programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, recebi um telefonema indignado de dona Márcia Amaral. Tem seis filhos. É diarista. Estava inconformada com a propaganda de Bebel, a burguesona do trabalho alheio que pretende cassar dos pobres o direito à escola para que possa impor a sua agenda na marra. Na quarta, 30 grevistas invadiram a Diretoria Regional de Ensino da mesma São Bernardo de onde Márcia me ligou. Dois funcionários ficaram feridos.

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É certo que os brasileiros estão descontentes com inflação de mais de 8%, juros de 12,75% ao ano, recessão em curso, estelionatos eleitorais em penca… Tudo isso se reflete na baixíssima popularidade da presidente e na voz nada surda das ruas que escancara o “Fora Dilma!”, como se ouvirá de novo no dia 12. Mas não são menos audíveis os gritos de “Fora PT”.

Há mais do que uma insatisfação com os insucessos da economia e com as promessas que não foram nem serão cumpridas. O desconforto é mais fundo do que a constatação do logro. Camadas crescentes de brasileiros, de todas as faixas de renda, não suportam mais os métodos do petismo, de seus satélites e de suas franjas, cometam eles crimes na Petrobras, no campo, nas cidades ou nos sindicatos.

O PT e Lula estão mortos. O primeiro morreu como ente de razão determinado a criar a hegemonia política; o segundo, como o demiurgo dotado de uma sabedoria superior que ou fazia o download do divino ou era, ele mesmo, a fonte primária da verdade.

Na terça passada, Lula participou de um ato “em defesa da Petrobras”, promovido por seu partido e entidades de esquerda. Resfolegante, vociferava ser ele o mais indignado dos brasileiros. Depois de o PT privatizar, a seu modo, a Petrobras e o Estado brasileiro, o homem quer tomar para si até a indignação popular. Um vídeo circula por aí com um trecho do seu discurso, que soou inverossímil até aos presentes. Na primeira fila, enquanto ele fala, uma “companheira” de alto coturno boceja e esfrega os olhos para espantar o sono. Ah, o tédio dos aristocratas!

A receita dos petistas e de Lula para Dilma, em quem vive descendo o sarrafo, para enfrentar o que chamam de “campanha do ódio” é se aproximar ainda mais daqueles atores que se fingem de povo e saem por aí carregando bandeira, o que corresponde a mandar às favas a maioria que não carrega, como a diarista Márcia Amaral.

É possível que esteja vindo à luz um país virtuoso, capaz de cuidar de si. Certo senhor ambicioso decretou: “Deus está morto”. Sejamos mais modestos: “Lula está morto”.

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