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“VEJA investiga, apura e denuncia tudo o que prejudica o Brasil e os brasileiros e pretende continuar fazendo isso”

Acabei não tendo tempo de comentar ontem. Mas vocês viram que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez à revista VEJA um elogio e tanto, não é mesmo? Ele está chateado com a publicação. Entendo as razões, sintetizadas abaixo, num trecho extraído da Veja On Line. Volto em seguida: (…) nesta segunda, líderes dos […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 22h16 - Publicado em 7 ago 2007, 07h37
Acabei não tendo tempo de comentar ontem. Mas vocês viram que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez à revista VEJA um elogio e tanto, não é mesmo? Ele está chateado com a publicação. Entendo as razões, sintetizadas abaixo, num trecho extraído da Veja On Line. Volto em seguida:

(…) nesta segunda, líderes dos Democratas no Senado anunciaram que vão pedir ao Conselho de Ética que investigue Renan por envolvimento na compra de duas emissoras de rádio em Alagoas no valor de 2,5 milhões de reais. A edição de VEJA desta semana traz denúncia de que Renan usou laranjas e pagou 1,3 milhão de reais em dinheiro, parte em dólares, para se tornar sócio oculto de uma delas.

O senador José Agripino (RN), líder do DEM no Senado, afirmou que vai reunir a bancada nesta terça-feira para formalizar o pedido de investigação contra Renan. “Pedi ao setor jurídico do partido a elaboração de uma representação”, disse, segundo o jornal o Estado de S. Paulo. “Acertei isso com o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), e agora quero ouvir a bancada para que a atitude seja do partido”, explicou.

Na avaliação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a denúncia de VEJA traz documentos que sustentam a acusação. “Como é que a empresa de rádio foi parar nas mãos do filho de Renan?”, questionou, em referência à informação de que um dos laranjas do peemedebista, o funcionário do Senado Carlos Santa Ritta, transferiu sua participação para Renan Calheiros Filho, o Renanzinho, prefeito da cidade de Murici (AL).

Domóstenes voltou a defender o afastamento de Renan da presidência do Senado. “Politicamente, nós temos que agir para tratar do afastamento dele o mais rápido possível”, pregou. “Não dá mais. Juridicamente ele se estatelou, mas, enquanto ele resiste, é ruim para o Senado, porque tudo está parado”, completou.

Diante das denúncias, partidos de oposição ameaçam bloquear a pauta de votação caso o senador não se afaste do comando da Casa. Agripino avisou que vai conversar com os colegas do PSDB e do PDT para que nada mais seja votado sob a presidência do peemedebista. “Todos querem um Senado limpo para que as suas decisões sejam respeitadas. As investigações contra Renan subtraem a respeitabilidade da Casa”, justificou.

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Na sua carta, escreve Renan: “Patriotismo? Compromisso ético com a lisura e o comportamento dos homens públicos? Ou, quem sabe, usar-me como cortina de fumaça para que, por suas sombras, acabe por ser celebrada uma nebulosa transação de cerca de R$ 1 bilhão, envolvendo a venda de uma concessão de canal de televisão pelo Grupo Abril, proprietário da revista Veja, a uma empresa estrangeira? Este, sim, um assunto que verdadeiramente interessa à sociedade brasileira. Talvez fosse o caso de investigar o negócio bilionário que se deseja manter na obscuridade.”

Comento
Nebuloso, para dizer pouco, é o passado do senador. Nebulosas são as suas vaquinhas. Nebulosa é a negociação que fez para ser sócio oculto de uma empresa, fato confirmado pelo homem que com ele negociou. Ele se refere à negociação entre a TVA, que era do Grupo Abril, com a Telefonica — operação legal, típica dos regimes capitalistas, e, no Brasil, regulada pela Anatel — além de várias outras leis do setor.

Resposta

A Abril divulgou um comunicado cuja síntese não poderia ser mais feliz: “VEJA investiga, apura e denuncia tudo o que prejudica o Brasil e os brasileiros e pretende continuar fazendo isso”.

Se Renan acha que VEJA mentiu em todas as reportagens que fez a seu respeito, ele bem sabe qual é o caminho. Parte para a acusação na esperança apenas de embolar o meio de campo.

Deve mesmo ser chato ser um homem público, alimentar a ambição de fazer tudo o que lhe dá na telha e ter uma VEJA no meio do caminho. Renan estava mais ou menos tranqüilo, escondido entre os escombros da tragédia, apostando na tal memória curta do brasileiro. No entanto, a revista não havia se descuidado de um dos Poderes da República. Permanecia vigilante.

Agripino
O líder do DEM, José Agripino (RN) disse que proporá a seu partido que não vote mais nada até que Renan permaneça na Presidência. Tomara que faça isso mesmo. O PSDB deveria seguir a mesma trilha (mas o partido não me obedece — ligue aí a tecla SAP, senador Arthur Virgílio). Renan passou de todas as medidas.

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