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Real Estate

Por Renata Firpo
Grandes negócios e tendências do mercado imobiliário. Renata Firpo é publicitária, consultora imobiliária e advogada pós-graduada em Direito imobiliário
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Como o mercado imobiliário usa a ciência para melhor entender os clientes

Umas das novas ferramentas que estão sendo utilizadas pelas empresas do setor é o neurourbanismo

Por Renata Firpo
Atualizado em 13 Maio 2024, 21h01 - Publicado em 21 set 2023, 09h00

A neurociência estuda as funcionalidades do sistema nervoso e como seus três elementos (cérebro, nervos periféricos e medula espinhal) coordenam as atividades voluntárias e involuntárias do corpo humano. Os estudos nesse campo fornecem informações preciosas para diversas áreas, incluindo a da análise do comportamento dos consumidores. Com base em dados de pesquisas, as empresas conduzem suas ações de maneira mais assertivas para atingir corações e mentes de seus clientes.

O mercado imobiliário também já enxergou os benefícios desse tipo de conhecimento e vem de debruçando agora sobre as possibilidades de uma espécie de extensão da neurociência. Trata-se do neurourbanismo, que pode ser definido com a aplicação da neurociência aos espaços construídos com objetivo de entender os impactos da arquitetura no cotidiano das pessoas. Os profissionais e empresas que se utilizam dessa ferramenta no desenvolvimento dos seus projetos acreditam que o ambiente pode influenciar diretamente nos padrões do cérebro, que fogem da percepção consciente. A partir dessa relação, usam artifícios na arquitetura para estimular ou inibir essas percepções.

A utilização de cores, aromas e plantas são exemplos de campos que permitem a aplicação do neurourbanismo, pois todos eles geram efeitos nas pessoas. “O entendimento da neuroarquitetura e do neurourbanismo direciona o nosso trabalho, pois conseguimos aplicar os elementos dentro da necessidade que queremos alcançar”, afirma Angela Aguiar, decoradora que trabalha no eixo Bahia-São Paulo. “A escolha de objetos de decoração vai muito além da estética no espaço. Pode ser um convite a determinadas reações que queremos provocar na pessoa que está naquele ambiente. Ao escolher uma poltrona mais espaçosa em vez de uma cadeira estreita, por exemplo, o objetivo é passar a mensagem de um objeto acolhedor, feito para o descanso.”, completa a especialistas.

O conhecimento do neurourbanismo possibilita dar ritmo aos espaços, já que cada ambiente tem uma função e precisa estar com características que estimulem comportamentos específicos. Saber utilizar cores que ajudem na criatividade em um escritório ou que estimulem mais relaxamento nos dormitórios é parte da aplicação dos conceitos da  neuroarquitetura que muitos profissionais  já utilizam, sem saber que estão aplicando a psicologia do comportamento ao seu projeto.

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Trabalhar essa psicologia para criar conexões nos espaços é uma grande estratégia, mas é preciso ter cuidado nessa utilização, pois o cérebro é extremamente complexo e a aplicação de neurociência em qualquer área, inclusive na arquitetura, deve ser feita com cautela para não gerar impactos negativos ou experiências estressantes nas pessoas. Um cuidado que precisa existir está relacionado ao tempo de ocupação das pessoas em um determinado ambiente. De forma simplificada, quanto mais tempo que um espaço é ocupado, mais longos tendem ser os efeitos na pessoa que está neste espaço.

Mesmo sendo um estudo e ferramenta importante na arquitetura e urbanismo, a neurociência não é a única responsável no impacto do comportamento humano, já que cada pessoa tem sua individualidade e são fruto de influências genéticas, mais os contextos sociais e culturais. Por isso, vale ressaltar que trabalhar a neuroarquitetura ou neurourbanismo não é apenas escolher uma cor e um sofá, mas sim ter a compreensão sistêmica do todo e, principalmente do seu público-alvo.

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