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Ataques bolsonaristas deram novo sentido ao início do governo Lula

Petista penava com contradições do início da gestão, quando ganhou de presente dos golpistas uma agenda de defesa da democracia e de pacificação nacional

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 10 jan 2023, 07h19 - Publicado em 10 jan 2023, 06h01

A primeira semana de trabalho do novo governo Lula havia terminado com um presidente sob pressão para demitir uma ministra envolvida com a milícia do Rio de Janeiro.

Auxiliares do presidente, ao assumirem suas pastas, haviam prometido investir contra as reformas trabalhista e previdenciária.

O governo sofria com a repercussão negativa de uma onda injustificada de reajustes de combustíveis nos postos.

O chefe da Casa Civil, Rui Costa, teve de dar entrevistas para explicar que o governo não adotaria as tais medidas econômicas anunciadas pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e da Previdência, Carlos Lupi.

O próprio Marinho precisou desmentir a fala sobre acabar com o saque-aniversário do fundo de garantia.

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Com problemas diante do falatório dos ministros, um time de 37 auxiliares, Lula ainda começava a enfrentar as disputas de partidos da frente ampla pelos cargos de segundo escalão.

O governo estava evidentemente sob pressão e escrutínio.

Tudo isso acabou no domingo, quando o bolsonarismo golpista avançou contra o Congresso, o Planalto e o STF quebrando tudo que encontrava pela frente. O ataque terrorista mudou a agenda no país. Não poderia ser diferente, diante do atentado histórico à democracia.

Aliados políticos do governo comemoraram nesta segunda a guinada na agenda política. Poderão montar o segundo escalão e comandar as negociatas por verbas e espaços de poder sem o foco da imprensa, envolvida naturalmente na cobertura das investigações dos atos terroristas.

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Uma CPI deve surgir no Parlamento para investigar os eventos e identificar os responsáveis pela negligência no esquema de segurança do Distrito Federal, que permitiu a barbárie.

Antes poderoso, Ibaneis Rocha foi varrido do poder por uma canetada de Alexandre de Moraes, diante do amplo conjunto de evidências de sua ação negligente no episódio.

Os desdobramentos dessa crise serão explorados pelo atual governo, que ganhou um presentão dos radicais: a defesa da democracia é uma bandeira de todos os brasileiros. Lula já surgiu nesta segunda liderando esse movimento. É o melhor dos mundos para o petista.

Mestre da turba que atacou as sedes dos poderes da República, Jair Bolsonaro vive seu pior momento, perdido politicamente no distante condomínio de brasileiros em Orlando. Ele poderia liderar a oposição no Parlamento, causando problemas para o petismo. Felizmente para Lula, não parece ter condições para isso.

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O papel de Bolsonaro nos atos terroristas ainda será delimitado pelo STF. Dependendo do que os investigadores descobrirem, o capitão dará adeus ao seu projeto político de disputar as urnas em 2026 — isso se algo pior não ocorrer e ele acabar preso.

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