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Temendo a prisão, Bolsonaro coloca a campanha presidencial na rua

Ato mostra que o capitão segue popular diante de uma multidão indiferente a investigações do STF, classificadas como perseguição política

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 27 fev 2024, 11h09 - Publicado em 27 fev 2024, 07h31

No ato deste domingo, Jair Bolsonaro revelou a crença de que será mesmo preso por ordem do STF no curso das investigações que apuram uma série de irregularidades cometidas no governo passado. Negando todas as acusações que pairam na Corte, o ex-presidente assumiu o papel de vítima de uma conspiração e colocou na rua o enredo da sucessão presidencial em 2026.

Inelegível, Bolsonaro reuniu uma multidão na Avenida Paulista e demonstrou que, candidato ou não, ele será o grande adversário do petismo nas próximas eleições. “Como cabo eleitoral ou como candidato, o presidente estará na campanha”, diz um aliado.

A antecipação da disputa presidencial tem razão de ser. Ao posicionar seu grupo político na rota do Planalto, Bolsonaro vai tentar converter seus problemas judiciais numa perseguição política para impedir que o bolsonarismo retome o poder daqui a pouco mais de dois anos. Não é que o STF vá condenar um ex-mandatário por irregularidades. Se isso ocorrer, será para livrar Lula da derrota, tirando de circulação seu principal adversário político.

Essa estratégia, quem diria, não é nova. O país já viu esse filme quando o PT lançou Lula ao Planalto, em janeiro de 2018, um dia depois de o petista ter sido condenado pela Lava-Jato no caso do Sítio de Atibaia a 12 anos e um mês de prisão. Lula acabaria preso meses depois e colocaria na rua o discurso de que fora encarcerado porque seus adversários temiam a volta do PT ao poder.

A politização das investigações no STF é, desde o início, uma estratégia do bolsonarismo para ignorar as revelações surgidas do trabalho da Polícia Federal. Bolsonaro e seus aliados investigados na Corte são suspeitos de tramarem um golpe de Estado. Respondem por espionagem ilegal de adversários e autoridades da República a partir da Abin. E há ainda as apurações sobre fraude em certificados de vacina de Covid-19, desvio de joias da Presidência da República e a formação de milícias digitais para propagação de fake news.

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O ato de domingo provou ao país que nenhum desses “pecados” da gestão Bolsonaro abala sua popularidade entre os bolsonaristas. Abominando o STF em silêncio, a massa clamou pela volta do capitão ao poder. Com a campanha na rua, como se viu nesse domingo, Bolsonaro tenta vender a preço alto, muito alto, sua prisão ao Supremo. O jogo segue…

 

 

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