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TCU pune auditor que forjou relatório sobre Covid com suspensão de 45 dias

Alexandre Silva Marques estava suspenso de forma cautelar desde junho, quando documento foi usado pelo presidente Jair Bolsonaro

Por Gustavo Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 set 2021, 10h46
TCU pune auditor que forjou relatório sobre Covid com suspensão de 45 dias Priorizar nos meus resultados Google

O TCU concluiu o Processo Administrativo Disciplinar aberto em junho contra o auditor federal Alexandre Silva Marques e decidiu punir o servidor com uma suspensão de 45 dias, sem receber salário nesse período.

Marques foi investigado por forjar um relatório do tribunal com dados falsos sobre mortes por coronavírus no Brasil. O material foi usado por Jair Bolsonaro para tentar desacreditar a contagem de mortos pela doença no país, que já chega ao patamar de quase 600.000 vidas perdidas.

A comissão do tribunal que apurou o caso propôs que a penalidade pudesse ser convertida em multa, mas o secretário-geral de Administração do TCU não adotou a sugestão e fixou a suspensão de 45 dias.

O servidores já estava afastado de forma cautelar desde junho, recebendo salário, mas a partir desta segunda-feira começa a cumprir a suspensão. Com isso, o seu histórico funcional se complica. Qualquer nova falta pode significar demissão direta.

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No seu depoimento à comissão de sindicância do TCU, Marques, que também foi ouvido pela CPI da Pandemia, disse que enviou ao pai dele o documento informal sobre mortes por Covid-19 e que teria sido o pai o responsável por fazer o papel chegar a Bolsonaro. No Planalto, por sua vez, segundo sugere o servidor, o documento teria sido adulterado para justificar a narrativa do governo.

“No meu arquivo, o que eu preparei, não tinha qualquer menção ao Tribunal de Contas da União. Não tinha cabeçalho, não tinha identidade visual, data, assinatura, não tinha destaques grifados com marca texto, não tinha nada disso. Ou seja, depois que saiu da esfera privada, particular, dei para o meu pai, e ele acabou repassando. Como era um arquivo em Word, ele poderia ser editado por qualquer pessoa”, disse o auditor.

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