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TCU desmente Bolsonaro e mais uma fake news sobre a pandemia

O presidente disse mais cedo de um relatório do tribunal apontou que cerca de 50% dos óbitos registrados por Covid-19 não foram decorrentes da doença

Por Gustavo Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jun 2021, 18h07 | Atualizado em 7 jun 2021, 19h14
TCU desmente Bolsonaro e mais uma fake news sobre a pandemia Priorize VEJA no Google

O Tribunal de Contas da União desmentiu, na tarde desta segunda-feira, declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre um relatório do órgão que teria apontado que cerca de 50% dos óbitos registrados por Covid-19 em 2020 não foram decorrentes da doença. A acusação de maquiagem nos dados de mortes por coronavírus é feita de forma recorrente por Bolsonaro desde o ano passado, sem qualquer prova.

“O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que ‘em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid’, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro divulgada hoje”, informou o tribunal à imprensa.

A fala do presidente ocorreu em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, pela manhã.

“Ó, em primeira mão pra vocês aí, tá? Não é meu, é do tal do Tribunal de Contas da União, questionando o número de óbitos no ano passado por Covid. E ali o relatório final não é conclusivo, mas em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid, segundo o Tribunal de Contas da União”, declarou Bolsonaro.

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“Esse relatório saiu há alguns dias, logicamente que a imprensa não vai divulgar. Nós vamos divulgar hoje aqui… Já passei pra… eu tenho três jornalistas, não vou falar o nome deles, que eu converso, só três eu converso, porque são pessoas sérias, né? E já passei pra eles, e devo divulgar hoje à tarde”, acrescentou.

Detalhe: a tarde já acabou e o presidente não divulgou o tal “relatório” até o momento, nem por suas redes sociais e nem via Secom.

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No bate-papo com os fãs, Bolsonaro disse que ninguém deveria querer criticá-lo “por causa disso”, já que o documento seria do TCU. E apontou uma fonte da suspeita original:

“E como é do Tribunal de Contas da União, ninguém queira me criticar por causa disso. Isso aí muita gente suspeitava, muitos vídeos que vocês viram no WhatsApp, etc., de pessoas reclamando que o ente querido não faleceu daquilo. E é muito bem fundamentado, tá bem claro. Só jornalista não vai entender, o resto todo mundo vai entender”, declarou.

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O presidente disse ainda que seus opositores continuam na “narrativa” de que ele não comprou vacina no ano passado. E citou o cenário internacional para se justificar:

“A primeira pessoa vacinada foi em dezembro. Me responda: qual país comprou vacina e recebeu no ano passado? Ninguém, ninguém… Agora, por que tinha que passar pela Anvisa? Eu não posso ser irresponsável, comprar uma coisa que está em fase experimental ainda, tá ok?”.

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Na tarde desta segunda, o trecho de um suposto relatório do tribunal foi divulgado por um veículo de imprensa, que informou ter obtido o documento por meio de fontes do Palácio do Planalto. Ao Radar, a assessoria da corte informou que “esse documento não é relatório do TCU”.

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