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Só na Cemig, 700 indicados recebem em média R$ 38 mil

Não é por acaso que Minas faliu

Por Ernesto Neves Atualizado em 30 jul 2020, 20h07 - Publicado em 5 dez 2018, 18h20

A varredura que a equipe de transição do governador eleito Romeu Zema vem realizando na administração de Minas encontrou 700 cargos comissionados na Cemig com salário médio de R$ 38 mil.

“Esses funcionários, que não fizeram concurso público, custam ao estado R$ 500 milhões”, diz o vereador Mateus Simões (Novo), responsável pela transição.

“A ideia é cortar as indicações num percentual superior a 80% já no início da administração”, afirma Simões.

Segundo o vereador, foram contabilizados 13.500 cargos de chefia no estado nomeados pelo atual governador, Fernando Pimentel (PT).

“Para piorar, cerca de 25% são ocupados por pessoas que não fizeram concurso público. Ou seja, são nomeações políticas”, diz.

Atualização:

A Cemig afirma que a companhia tem implantado um vigoroso plano de redução de despesas, tendo diminuído os custos de sua folha em aproximadamente 25 % nos últimos três anos. Que cargos de recrutamento amplo (admissíveis e demissíveis ad nutum) são cargos de confiança, de nível gerencial e seus empregados, de diferentes perfis profissionais, com atribuição de prestar auxílio direto, interno e externo aos dirigentes da Empresa em questões estratégicas. E que no terceiro trimestre deste ano, havia 33 cargos de empregados ad nutum, em um universo de mais de 6 mil empregados próprios da Cemig. 

 

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