Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Sem conseguir alcançar Lula nas pesquisas, Bolsonaro se diz ‘broxa’

O presidente reclamou nesta terça, na porta do Alvorada, do peso de sua função de chefe da República

Por Robson Bonin Atualizado em 24 jun 2022, 12h52 - Publicado em 22 jun 2022, 08h09

O desespero que toma conta dos aliados que atuam na campanha de Jair Bolsonaro parece finalmente ter provocado um choque de realidade no presidente, sempre imerso em seu universo paralelo de “mito”.

O presidente reclamou nesta terça, na porta do Alvorada, do peso de sua função de chefe da República. Foi quando um apoiador questionou seu Bolsonaro estava cansado: “Tô é broxa mesmo. Apanhar 24 horas por dia não é fácil, não”.

O país tem mais de 30 milhões de pessoas passando fome, um número cada vez maior de famílias sem auxílio do governo e um quadro inflacionário que corrói o poder de compra dos trabalhadores, tendo nos combustíveis sua face mais evidente. Apesar do cenário de crise, o presidente tem investido seu tempo em passeios de moto e outras agendas eleitorais que não focam na resolução dos problemas do país.

Como é o presidente e está na cadeira mais importante do país justamente para governar e resolver os problemas da Nação, Bolsonaro é cobrado proporcionalmente pela responsabilidade que tem. Ele não gosta de ser cobrado, claro. Acostumou-se com o elogio dos devotos, não com as reclamações.

Para os apoiadores de Bolsonaro no centrão, a ficha caiu: o governo perdeu tempo demais com crises fabricadas e agora já não terá mais espaço para construir políticas sociais e econômicas que ajudem o presidente a avançar nas pesquisas. O que se diz é que o presidente precisa de um “fato novo” para virar o jogo contra Lula. “Fato novo, neste caso, seria um milagre mesmo”, diz um apoiador mais desiludido.

Bolsonaro passou boa parte de seu governo fabricando crises contra os poderes e a democracia. Investiu contra a ciência durante a pandemia, contra os governadores nas discussões econômicas e contra o próprio governo sempre que Paulo Guedes tentou colocar de pé a agenda de reformas no Congresso. Agora, quando precisa abrir a gaveta do Planalto para mostrar suas realizações, o arquivo está vazio. Pelo menos tem outra motociata para alegrar o mandatário no horário de expediente, nesta quinta.

 

 

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)