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Saúde foi o setor mais afetado por tentativas de ciberataques, diz ISH

Indústria e instituições financeiras também estiveram entre os alvos preferidos de cibercriminosos em 2021

Por Gustavo Maia 22 dez 2021, 12h43

O ano que acaba na semana que vem foi marcado pelo crescimento do incidentes digitais, como o ataque hacker que tirou o ConecteSUS do ar nos últimos 12 dias. Pois um levantamento da ISH Tecnologia, empresa brasileira de cibersegurança, apontou que o setor de Saúde foi justamento o mais afetado em 2021.

O relatório registra que, desde janeiro, hospitais, clínicas e outras instituições voltadas à área, tanto no setor privado como no público, registraram mais de 39 mil alertas de tentativas de ciberataques — que podem ou não ter resultado em roubo de dados.

Na sequência, aparecem os setores de indústria e produção e de instituições financeiras, com cerca de 36 mil e 25 mil tentativas de ataques, respectivamente. Ao todo, foram contabilizados 148.240 alertas.

“Exatamente por se tratar de uma área das mais delicadas, ainda mais neste período de pandemia, um ataque à uma instituição da saúde pode trazer riscos seríssimos, com impossibilidade de realização de exames, cirurgias e corte na comunicação com outros hospitais”, analisa Leonardo Camata, especialista de cibersegurança da ISH.

Veja o ranking:

  • Saúde – 39.399 alertas (26,5%)
  • Indústria/produção – 36.615 alertas (24,6%)
  • Instituições financeiras –  25.370 alertas (17,1%)
  • Varejo/mercados – 19.698 alertas (13,2%)
  • Educação – 17.265 alertas (11,6%)
  • Setor público – 9.893 alertas (6,6%)

A ISH, fundada em 1996 e sediada no Espírito Santo, também aponta que 2021 deve acabar com um aumento de 54% nos ransomwares (sequestro de dados) em relação a 2020.

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