Rosa Weber exalta a democracia na volta do STF: ‘ministros honram a toga’
Chefe do Supremo disse que sedes dos Poderes em Brasília foram alvo de ataque 'golpista e ignóbil' de uma 'turba insana'; leia a íntegra
Durante discurso de abertura do ano judiciário nesta quarta-feira, a chefe do STF, ministra Rosa Weber, exaltou a democracia e repudiou os ataques golpistas do último dia 8 em Brasília.
Ela disse que as sedes dos três poderes foram alvo uma “invasão criminosa” levada a cabo por uma “turba insana movida pelo ódio”, com especial virulência contra o STF. Ela classificou as ações de “ataque golpista e ignóbil” e afirmou que os juízes “honraram a toga” em meio ao clima de contestação ao Judiciário do último ano.
“Reitero a minha confiança na competência, na qualidade do trabalho e no engajamento funcional dos integrantes do Poder Judiciário pátrio. Os juízes e juízas brasileiros honram a toga que vestem e, mercê da sua independência e comprometimento com as instituições, são garantes da democracia em nosso país e da preservação da supremacia da Constituição da República”, disse.
Rosa destacou o simbolismo da sessão desta quarta, que ocorre no plenário do STF reconstituído após os ataques. “Hoje, quatro meses e meio depois da minha posse como chefe do Poder Judiciário brasileiro, nesta sessão solene revestida de especial simbolismo, na abertura do ano judiciário de 2023, neste mesmo plenário, totalmente reconstituído após a invasão criminosa do dia oito de janeiro último por uma turba insana movida pelo ódio e pela irracionalidade, reafirmo a minha profissão de fé como juíza e a ela acresço em reforço o que erigi como norte da atual administração desta casa: a proteção da jurisdição constitucional e da integridade do regime democrático”, disse.
“Há três semanas, o emblemático prédio histórico onde nos encontramos, as instalações do Congresso nacional e o Palácio do Planalto, sede dos três pilares da democracia brasileira, foram alvos de ataque golpista e ignóbil, dirigido com maior virulência contra esta Suprema Corte”.
Leia abaixo a íntegra do discurso da ministra:







