Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

PT já faz planos para a Educação no pós-Bolsonaro

Ex-ministros defendem recomposição do orçamento e fortalecimento de fontes de receitas garantidas, como o Fundo Social do Pré-Sal e o Fundeb

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 9 fev 2022, 09h28 - Publicado em 9 fev 2022, 10h30

Em reunião com ex-ministros e deputados na última terça-feira, em São Paulo, o ex-presidente Lula deixou claro quais serão as prioridades de seu futuro governo na área da educação.

O grupo que encabeçou a discussão, formado pelo Núcleo de Acompanhamento de Políticas Públicas da Fundação Perseu Abramo, defendeu a garantia de recursos destinados ao Fundo Social do Pré-Sal — espécie de ‘poupança’ para áreas estratégicas, como saúde e educação — e criticou a redução de investimentos do governo Bolsonaro.

Apenas no último mês, foram cortados 802,6 milhões de reais do orçamento destinado ao Ministério da Educação e, no caso da Ciência e Tecnologia, diz a Fundação, os recursos passaram de 10 bilhões de reais para 4,4 bilhões entre 2015 e 2021.

“Nos nossos anos de governo, sempre tivemos na educação orçamento acima do piso constitucional, e crescente. No governo Dilma, foram 54 bilhões de reais acima do piso. Vamos recompor o orçamento da educação. É custo para a sociedade? É, mas nada vai custar mais do que o abandono da escola”, declarou Aloizio Mercadante.

O ex-ministro das pastas da Ciência e Tecnologia, Educação e Casa Civil criticou, ainda, a vinculação progressiva do orçamento ao PIB — instituído pelo Plano Nacional de Educação, no governo Dilma — e defendeu “fontes reais” de recursos para a educação, como o próprio piso constitucional e o Fundeb — fundo composto pela União, estados e municípios e cujo aporte federal passou, no último ano, de 10% para 23%.

“Não adianta colocar na lei que é 10% do PIB e não dizer qual é o mecanismo, porque é uma meta ideal, mas o que vale é o que o Congresso vota em termos de Orçamento. O que é relevante é garantir o piso constitucional, de que pelo menos 18% da receita bruta da União vá para a educação, porque é constitucional e é recurso assegurado, e também o Fundeb, que é lei e está garantido em qualquer orçamento”, afirmou Mercadante.

O ex-ministro defendeu, ainda, a busca ativa de alunos a fim de evitar a evasão escolar no atual cenário de volta às aulas, e a progressão continuada com reforço escolar, de forma a recuperar o processo de aprendizagem defasado no período de pandemia.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)