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PGR busca mentor intelectual dos atos antidemocráticos

As páginas do inquérito sigiloso, que investiga parlamentares e militantes bolsonaristas, mostram o roteiro dos investigadores até o chefe da organização

Por Evandro Éboli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 22 jun 2020, 15h35 - Publicado em 22 jun 2020, 15h15

Nas 469 páginas que formam o inquérito dos atos antidemocráticos na PGR, duas constatações ficam evidentes. A primeira, o papel da imprensa, pois boa parte da fundamentação produzida pelos investigadores parte de conteúdo apurado e publicado por jornalistas profissionais. A segunda, os investigadores estão determinados a dar localizar a face golpista do bolsonarismo, o mandante por trás da massa de manobra que passou a ocupar as ruas de Brasília, em abril para pedir um novo golpe militar, além do fechamento do Congresso e do STF.

Nessa linha, a investigação conduzida pelo procurador Humberto Jacques busca desmascarar os envolvidos em quatro núcleos do esquema: “organizadores e movimentos” , “influenciadores digitais e hashtags”, “monetização” e “conexão com parlamentares”

A organização criminosa, nas palavras dos investigadores, seria uma “rede estruturada de comunicação virtual voltada tanto à sectarização da política quanto à desestabilização do regime democrático para auferir ganhos econômicos diretos e políticos indiretos. Nesse entrelaçamento formam-se complexas relações de poder por cooperação, dependência e dominação. Estes mesmos relacionamentos denotam, igualmente, um alinhamento consciente entre os componentes dos grupamentos direcionado à realização de ações potencialmente típicas, independentemente da existência de um acordo propriamente dito para esse fim”.

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Nessa linha, a primeira frente da investigação mirou a deflagração de operações para a “preservação e a posterior obtenção dos dados referentes aos acessos que possibilitaram as práticas supostamente delituosas, abrangendo o número de endereço IP utilizado nas publicações, bem como os e-mails e dados cadastrais utilizados por ocasião da criação dos perfis que conduziram a realização das aglomerações humanas no dia de ontem, bem como o incitamento e a propaganda”.

A segunda, se concentra na “apuração dos meios de estruturação e financiamento da mobilização e da sua propagação”.

São os chamados núcleos financeiro e operacional do esquema. O núcleo político, última e mais importante ponta da investigação é perseguida no “desvelamento da estabilidade do grupamento que ontem levou às ruas a pretensão de mudança do regime vigente e do Estado de Direito, bem como as funções desempenhadas por suas lideranças”.

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Na avaliação dos investigadores da PGR, não há movimento de golpe contra a democracia sem um mentor intelectual que motive e organize a massa precária vista nas últimas semanas nas ruas de Brasília. É esse o ponto de partida, encontrar o cérebro.

“Imprescindível, portanto, a verificação da existência de organizações e esquemas de financiamento de maiüfestações contra a Democracia e a divulgação em massa de mensagens atentatórias ao regime republicano, bem como as suas formas de gerenciamento, liderança, organização e propagação que visam lesar ou expor a perigo de lesão a independência dos Poderes instituídos e ao Estado Democrático de Direito”, diz o ministro Alexandre de Moraes, do STF, no despacho que autoriza a abertura da investigação, em 21 de abril.

No detalhe, o trecho do requerimento elaborado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, pedindo a autorização de operação contra alvos bolsonaristas (//Divulgação)
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