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Por Robson Bonin
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Petroleiros criticam a maior ambição da diplomacia de Lula no fim do ano

Em meio a cúpula do Mercosul no Rio, federação diz que acordo com europeus vai prejudicar estatais brasileiras

Por Ramiro Brites Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 7 dez 2023, 07h50 - Publicado em 6 dez 2023, 17h33

Lula ainda não admite o tamanho da ameaça à conclusão do acordo com a Europa, mas a janela de oportunidades — que tinha o Brasil como presidente pró-tempore do Mercosul, a Espanha à frente da União Europeia e governos ideologicamente aliados na América do Sul — parece estar cada vez mais fechada. 

No Planalto, a avaliação é que os argentinos estão reticentes em fechar o acordo em meio à transição para o governo de Javier Milei. Além disso, grupos historicamente ligados ao petismo, como o dos petroleiros, criticaram o acordo Mercosul-União Europeia. Tudo isso na véspera da reunião que poderia encerrar o assunto na reunião da cúpula do bloco sul-americano, que acontece nesta quinta no Rio de Janeiro.

Em nota, a Federação Única dos Petroleiros diz que o acordo entre os blocos econômicos pode prejudicar a governança das estatais e outros setores importantes da economia brasileira. “Um dos aspectos criticados é a determinação de que empresas estatais ajam exclusivamente de acordo com parâmetros comerciais em suas compras ou vendas de bens ou serviços”, escrevem os petroleiros.

“Isso pode cercear políticas de preço e de conteúdo local nas compras realizadas por empresas públicas e, assim, constranger decisões de investimentos que não obedeçam a uma razão estritamente mercadológica”, seguem. 

A entidade também não deixou de criticar o governo anterior e a ratificação do acordo, assinada há quatro anos. Eles alertam que o tema em pauta no Rio é uma herança do que foi acertado por Bolsonaro, em Singapura, e alegam que em 2019, “houve precipitação do ‘consenso entre as partes’”, em um “acordo claramente prejudicial aos países do Mercosul”. 

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“Os termos do acordo mal foram anunciados e nos parece que há pressa para assinar. Não recomendamos. Para nós é preciso um olhar atento para avaliar se existem problemas semelhantes aos identificados no acordo em negociação com a União Europeia”, diz o presidente da FUP, Deyvid Bacelar, que é categórico ao afirmar que os termos, discutidos há duas décadas, “não são conciliáveis”.

“É importante deixarmos para trás esse ‘presente’ do governo Bolsonaro, principalmente diante da intenção correta do presidente Lula de revitalizar a indústria naval e a engenharia brasileira”, seguiu Bacelar. 

Depois de Lula peregrinar no Oriente Médio, retomar uma postura diplomática na Conferência do Clima da ONU, e dizer, ao lado do chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, que lutará pelo acordo “enquanto puder acreditar”, a tempestade perfeita parece não se formar. Em dezembro, a Espanha sai da liderança da UE, e será sucedida por Bélgica e Hungria, países com menos interesse no acordo.

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