Pasta de Moro rebate críticas sobre transferência de líderes do PCC
‘Criminosos ficam recolhidos dentro dos presídios, não fora’, diz ministério em resposta a ofício enviado pelo governo do DF
Alvo de críticas do Governo do Distrito Federal por supostamente omitir informações de segurança sobre transferência de líderes de facções criminosas para o presídio federal de Brasília, o Ministério da Justiça divulgou há pouco uma nota em que devolve as provocações.
Além de afirmar que “não há qualquer informação de que a transferência e a manutenção de lideranças de organização criminosa para o presídio federal de Brasília ofereçam riscos à população civil”, a pasta de Sergio Moro afirma que nenhum dos estados que abrigam presídios de segurança máxima questiona as ações da Justiça.
“Os presídios federais de segurança máxima destinam-se ao recolhimento de criminosos de elevada periculosidade. Já são cinco, em cidades como Catanduvas/PR, Campo Grande/MS, Porto Velho/RO, Mossoró/RN e Brasília/DF. Não há qualquer reclamação da permanência desses presos em Brasília, salvo do próprio Governo do Distrito Federal”, diz o ministério.
A nota é dura ao rebater as preocupações do secretário de Segurança do DF, Anderson Torres: “Os criminosos ficam recolhidos dentro dos presídios, não fora.”
“O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem promovido políticas de integração e de intercâmbio de informações com as todas as forças de segurança estaduais e distritais, e sempre esteve à disposição para o diálogo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal”, registra a pasta.







