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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Para 50% dos brasileiros, Bolsonaro é negligente na crise do coronavírus

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, por telefone, mostra que só 31% acreditam que o presidente dá a ‘importância que deveria’ à pandemia

Por Robson Bonin Atualizado em 23 mar 2020, 08h59 - Publicado em 23 mar 2020, 06h02

Entre quarta-feira e sábado, período em que o presidente Jair Bolsonaro foi alvo de panelaços por fazer pouco caso dos riscos da crise do coronavírus e atacar os governadores por tentarem controlar a contaminação, o Instituto Paraná Pesquisa ouviu, por telefone, 2.020 entrevistados em todos os estados do país.

A todos eles, fez a seguinte pergunta: “O presidente Jair Bolsonaro está dando pouca importância, muita importância ou a importância que deveria para ao problema do coronavírus?”

Para 51% dos entrevistados, Bolsonaro está dando pouca importância ao coronavírus. Não é pouca coisa. Quando metade da população forma um pensamento único de que o mandatário da República faz pouco caso de um vírus que provoca mortes diárias na casa dos milhares – e que tem força para levar bilhões a uma quarentena histórica –, algo não vai bem para o Planalto.

A pesquisa ainda mostra que só 31% consideram que Bolsonaro dedica “a importância que deveria” à crise e 11% avaliam que o presidente dá “muita importância” ao vírus.

O Paraná Pesquisas também questionou os entrevistados sobre o papel de líder do presidente na frente de batalha. “Bolsonaro está conduzindo a crise do coronavírus de maneira adequada ou está sendo negligente”, perguntou o instituto.

Para 49,9% dos entrevistados, Bolsonaro é negligente como líder da estratégia brasileira de combate à pandemia. Nessa questão, 42% consideram que o presidente conduz de maneira adequada o trabalho.

Essa parcela final deve-se ao trabalho de Luiz Henrique Mandetta, o ministro da Saúde que passou a ser sabotado por Bolsonaro por causa do protagonismo na condução da crise.

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