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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Pacheco diz que não é favorável à CPI da Petrobras

Para o presidente do Senado, há outras medidas mais úteis para resolver o problema do preço dos combustíveis, e não há dicotomia entre o governo e a estatal

Por Gustavo Maia 21 jun 2022, 14h35

Incentivada por Jair Bolsonaro, a CPI para investigar a Petrobras e os preços dos combustíveis adotados pela estatal está caminhando na Câmara dos Deputados. Mas o presidente do Senado declarou na manhã desta terça que não é favorável à instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, por entender que não há “a mínima razoabilidade” e que existem medidas “muito mais úteis” para resolver o problema, tanto do Legislativo quanto do Executivo.

Na saída da reunião que teve com o presidente do STF, Luiz Fux, Pacheco relatou ter dito na noite anterior ao presidente da Câmara, Arthur Lira, e a líderes partidários da Casa, que nem lhe cabia opinar sobre uma iniciativa exclusiva dos deputados. Mas revelou sua opinião a jornalistas:

“Mas eu, particularmente, sobre o conceito de CPI para um caso desse, eu obviamente não sou favorável. Acho que não tem a mínima razoabilidade uma CPI num momento desse, por conta de um fato desse. Acho que há outras medidas, inclusive de índoles legislativas, e do Poder Executivo muito mais úteis para resolver o problema do que uma CPI”, declarou.

O presidente do Senado também destacou a importância do projeto de lei aprovado em março pelo Senado e parado na Câmara desde então que cria o Fundo de Estabilização dos preços de combustíveis.

“Eles [Lira e líderes] ouviram a minha exposição sobre o PL 1472… se a Petrobras tem regras de governança, é uma empresa cuja direção é escolhida pelo governo e pela União, que é a sua principal acionista, não há dicotomia entre Petrobras e governo. Na verdade, há uma junção, uma comunhão para poder disciplinar a questão dos combustíveis no Brasil. Então, se é uma empresa que hoje está tendo lucros muito expressivos, se pode pensar numa série de outras medidas, eventualmente elas podem ser trabalhadas”, declarou.

“Mas me parece o mais lógico que o excedente dos dividendos da União, que inclusive estavam previsto num número, que é um número excedente em razão dos lucros da Petrobras, possam ser revertidos para a sociedade através de especificidades, para caminhoneiros, para taxistas, para o gás de cozinha, para aqueles que são beneficiários do Auxílio Brasil… Então me parece uma lógica muito óbvia de reverter esses excessos de lucros para uma conta de estabilização do preço de combustíveis”, concluiu Pacheco.

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