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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Operação da PF mira grupo suspeito de gerar R$ 60 mi de prejuízo ao INSS

Investigados teriam fraudado 420 Benefícios de Prestação Continuada na Bahia e em Pernambuco

Por Gustavo Maia Atualizado em 16 fev 2022, 12h49 - Publicado em 16 fev 2022, 09h37

A PF deflagrou uma operação nesta quarta-feira em cidades da Bahia e de Pernambuco para desarticular uma organização criminosa especializada na prática de fraudes à Previdência Social. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de ter gerado prejuízo de cerca de 60 milhões de reais ao INSS.

Mais de 150 policiais federais cumprem 24 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão em Petrolina (PE), Tabira (PE) e Filadélfia (BA).

A Delegacia da PF em Juazeiro (BA) identificou 420 benefícios fraudulentos, que acarretaram no prejuízo multimilionário. A estimativa é que, se os valores continuassem a ser pagos aos beneficiários, o valor desviado seria de aproximadamente 100 milhões de reais.

Os investigados da Operação Errantes são suspeitos de criarem pessoas fictícias para obter indevidamente o Benefício de Prestação Continuada, o BPC — um salário mínimo pago pelo INSS a pessoas com mais de 65 anos e/ou portadoras de deficiência.

Segundo a PF, a organização criminosa aliciava idosos que poderiam ter direito ao BPC, fornecia documentos de identidades falsos para esses idosos, instruía os processos administrativos de concessão de benefícios com os documentos falsificados e orientava os aliciados a comparecerem nos bancos para efetuarem os saques. Uma só idosa utilizou documentos de identidade falsos para receber 31 benefícios.

Os envolvidos serão acusados pelos crimes de estelionato majorado, uso de documento falso, falsidade ideológica, agiotagem e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem chegar a 28 anos de reclusão.

“O alto poder aquisitivo ostentado pelos investigados, que possuem fazendas e veículos de luxo, aliado à alta periculosidade percebida com a apreensão de diversas armas ilegais, contribui para mudar a visão de muitos no sentido de que a criminalidade previdenciária é representada por indivíduos isolados que causam prejuízos irrisórios aos cofres públicos”, declarou ao Radar a superintendente regional da PF na Bahia, Virginia Vieira Rodrigues Palharini.

“O impacto social de uma operação como a Errantes vai além de evitar mais prejuízos à Previdência Social, uma vez que grandes estruturas voltadas para a prática de diversos crimes são desarticuladas, aumentando a sensação de segurança na região”, concluiu.

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