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O que Bolsonaro está fazendo não é novo e já deu certo para Lula

Ex-presidente levará o discurso de perseguido para a avenida, torcendo por erros da esquerda e do STF

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
13 fev 2024, 14h01

Pressionado pelo avanço das investigações no STF, Jair Bolsonaro convocou um ato na Paulista para o próximo dia 25. Diz que deseja se defender diante das provas colhidas pela Polícia Federal que envolvem sua passagem pelo Planalto em múltiplas traficâncias.

O ex-presidente já tem advogados e realiza sua defesa nos inquéritos do Supremo, usa as redes sociais para difundir o discurso de que é alvo de perseguição política e agora deseja demonstrar, com o apoio popular de bolsonaristas, que não está sozinho.

É uma jogada de risco, porque o ex-presidente precisará de povo na rua para validar essa estratégia. Se pouca gente aparecer na avenida… Bolsonaro tenta algo já realizado com sucesso pelo PT e por Lula. Diante de evidências pesadas de corrupção, o petismo tratou de converter todos os escândalos que pesavam contra o petista e seus aliados numa grande conspiração de forças ocultas que teriam unido o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal para perseguir a esquerda e favorecer a direita no país.

No caso de Lula, a postura de perseguido não impediu condenações e a prisão, mas manteve a base unida por um discurso. A corrupção nos governos do PT foi real, os crimes foram descobertos, mas o deslumbramento da Lava-Jato — seguido de muitas irregularidades na investigação de corruptos — acabou favorecendo o petista.

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O ex-presidente, por tudo que se sabe, conduziu um governo que quase suprimiu a democracia no país. O golpe só não aconteceu porque as Forças Armadas não aderiram como um todo. Essa é a história contada pela investigação em curso no Supremo. Bolsonaro contará outra. Dirá que entregou o poder ao eleito e que sempre jogou dentro das ditas quatro linhas da Constituição. Todo o golpismo entranhado no seu governo ficará na conta de aloprados.

Bolsonaro aposta nos erros da esquerda, nos escândalos de corrupção que venham a surgir na gestão petista e na memória seletiva do eleitorado para seguir relevante até 2026. Com a fantasia de perseguido político, replica Lula e tenta alcançar o sucesso do adversário explorando a impopularidade do STF e suas decisões favoráveis a delatores que admitiram crimes e agora estão novamente no poder. É uma longa caminhada para Bolsonaro, mas Lula já provou que tudo é possível nesse país.

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