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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

No PL, Bolsonaro critica corrupção dos agora aliados

Presidente lembrou desvios em ministério, mas esqueceu que pasta era feudo do seu novo partido

Por Gustavo Maia 7 dez 2021, 14h06

Durante um discurso no começo da tarde desta terça-feira para empresários da indústria brasileira, o presidente Jair Bolsonaro deixou escapar críticas a escândalos de corrupção do passado sem mencionar que eles ocorreram sob o comando de integrantes do seu atual partido, o PL.

O presidente elogiava o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, quando disse que a pasta — antes Ministério dos Transportes, tradicional feudo do PR, antigo nome da legenda de Valdemar Costa Neto — só rendia “dissabores”.

“E hoje está à frente de um ministério que, outrora, só nos dava dissabores, só tínhamos corrupção, ineficiência, e hoje mudou. Mas por que? Além da minha liberdade [de escolher o ministério], eu dei liberdade pra ele escolher quem fosse acompanhar nessa empreitada”, declarou Bolsonaro.

Ele continuou no tema se referindo ao próprio poder de veto em nomeações de ministérios:

“E eu não tenho como ter conhecimento do que acontece em cada ministério, mas é comum eu sempre colaborar, ligar pra eles a qualquer hora do dia, trocar ideia, dar sugestões, e também dizer que tem liberdade, mas eu tenho poder de veto. Quando aparece um nome esquisito, eu ligo pro ministro e digo: ‘olha, esse cara não pode fazer parte do nosso time, olha a vida pregressa dele, não podemos voltar ao que era antes no nosso país'”, afirmou o presidente.

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