Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Missão de Queiroga é resgatar Bolsonaro do negacionismo, dizem auxiliares

Novo ministro é visto como bom articulador político e capaz de oferecer ao presidente a guinada de discurso para combater o 'efeito Lula', dizem aliados

Por Robson Bonin Atualizado em 17 mar 2021, 07h56 - Publicado em 17 mar 2021, 07h31

Auxiliares de Jair Bolsonaro, que tendem sempre a olhar o copo meio cheio no governo, acreditam que o presidente usará o cardiologista Marcelo Queiroga como elemento de correção de rumos na desastrosa postura demonstrada até aqui na pandemia.

Para essa turma, Queiroga, “um médico com habilidades políticas”, será capaz de convencer o presidente a abandonar o discurso negacionista e se unir ao resto do mundo no combate ao vírus. Bolsonaro, claro, mudaria de discurso não por ter acordado para os fatos, mas sim para se ajustar ao novo cenário eleitoral, com Lula ganhando popularidade por fazer um discurso de união contra o vírus.

O presidente, na visão de seus auxiliares, é um “animal político” e fará o que for necessário para buscar a reeleição — o Datafolha desta quarta, com recorde de rejeição da figura presidencial de 54%, deve colocar ainda mais pressão no Planalto.

Essa turma lembra que até Donald Trump mudou de discurso — não adiantou, é verdade — em determinado momento da tragédia nos Estados Unidos. “E lá não existia o que temos aqui. Lula, com essa chegada, virou hoje o principal conselheiro do presidente”, diz um aliado.

É certo, porém, que o trabalho que levou Queiroga ao governo já começou errado no primeiro momento. Bolsonaro desagradou os aliados do Congresso ao preterir a médica Ludmilla Hajjar só porque a doutora resolveu tocar violão para Dilma Rousseff no passado.

Continua após a publicidade

O presidente, que busca adesão incondicional de seus aliados, escolheu então um amigo do sogro de Flávio Bolsonaro para o cargo. Queiroga chegou numa exótica transição onde quem dita as regras é o ministro demissionário Eduardo Pazuello.

O Radar já mostrou que Pazuello havia revelado a auxiliares o desejo de deixar o ministério ainda antes do Carnaval, tanto que muitos assessores técnicos já procuravam emprego em outros ministérios. A investigação no STF e a pressão de familiares falaram mais alto no coração do general.

Nesta semana, porém, Pazuello preferiu sair de peito estufado do governo, criando outra versão. Num movimento trapalhão como tantos na gestão da pandemia, disse que não pediria para sair. Horas depois, no entanto, foi saído pelo anúncio da escolha de Queiroga. Nesta quarta, o país testemunhará o ministro demissionário comandando a entrega de vacinas ao lado do “indicado” Queiroga no Rio de Janeiro.

A junta militar levada por Pazuello para tocar a gestão de Nelson Teich, o ministro que foi sem pouco ter sido, seguirá na pasta nesse primeiro momento, o que é compreensível, dada a falta de experiência do novo ministro na burocracia da pasta. Conta-se entre os aliados de Bolsonaro que Queiroga logo montará sua própria equipe para promover o tal milagre da mudança de opinião do presidente sobre o vírus, aglomerações e uso de máscaras. A conferir.

 

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês