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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Ministro da Justiça rebate delegada da PF que investiga bolsonarista

Denisse Ribeiro disse ao STF que há riscos de interferências no processo de extradição de Allan dos Santos

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 8 dez 2021, 09h52 - Publicado em 8 dez 2021, 09h46

O ministro da Justiça Anderson Torres rebateu, na manhã desta quarta-feira, as acusações da delegada da Polícia Federal Denisse Ribeiro a respeito do processo de extradição de Allan dos Santos.

Denisse afirmou ao STF, na terça, que há riscos de interferências no procedimento referente ao blogueiro bolsonarista, alvo de ordem de prisão preventiva a pedido do ministro Alexandre de Moraes.

“Nunca houve ‘pressão’ do Ministério da Justiça no caso. Houve, sim, pedido de acesso LEGÍTIMO, do Secretário de Justiça aos autos, o que lhe foi negado pela sua subordinada. A principal causa da exoneração da chefe da DRCI foi ela ter faltado com a verdade, e, informado somente em 4/11, que o processo já havia saído do MJSP em 19/10″, publicou Anderson Torres.

O relato da delegada da PF ao Supremo dá conta de que Vicente Santini, secretário nacional de Justiça, teria atuado para retardar a extradição de Allan dos Santos.

No ofício enviado ao STF, Denisse Ribeiro afirmou que servidores do DRCI prestaram depoimento sobre o procedimento referente ao blogueiro. Uma delas, a chefe do departamento, Silvia Amélia, foi exonerada por Santini em novembro.

Ela informou à PF que o secretário teria mencionado em uma conversa que a ausência de informações sobre o caso de Allan dos Santos causou um “desconforto” para si e para o Ministério da Justiça.

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