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Milton Ribeiro dava respaldo à ‘organização criminosa’ no MEC, diz MPF

Investigação cita negócio envolvendo carro usado entre familiares de Milton Ribeiro e Arilton Moura, mas não encontra propina para o ex-ministro

Por Robson Bonin Atualizado em 23 jun 2022, 13h53 - Publicado em 23 jun 2022, 13h27

Documentos do Ministério Público Federal revelam que a investigação da Polícia Federal e da CGU sobre o “gabinete paralelo” de pastores no Ministério da Educação diz que Milton Ribeiro, enquanto ministro, “conferia prestígio” aos integrantes da “organização criminosa” que atuava na pasta.

Não há, nas investigações, dados que apontem para o pagamento de vantagens indevidas diretamente ao ex-ministro. Os investigadores citam apenas a transação, já revelada pelo Radar, envolvendo um carro usado, vendido pela filha de Ribeiro a um familiar do pastor Moura.

Como a decisão do juiz Renato Borelli ainda não é pública, não é possível saber se há outros elementos apresentados pelos investigadores para justificar a prisão de Ribeiro. A Justiça Federal deve tornar público o despacho do magistrado nas próximas horas.

Os documentos do MPF sobre o caso revelam que os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos pediram 100.000 reais de propina a José Edvaldo Brito, um empresário de Piracicaba (SP), para mediar um encontro do empresário com o então ministro da pasta, Milton Ribeiro, e garantir a participação de Ribeiro num evento em Nova Odessa (SP).

“Arilton solicitou a emissão de passagens aéreas para a comitiva e, a título de colaboração, a quantia de 100.000 reais”, diz a investigação.

O empresário foi, de fato, recebido por Ribeiro no MEC. O ministro também viajou a Nova Odessa para participar do evento. Para provar o pagamento ao pastor, o empresário apresentou notas fiscais do depósito de 20.000 reais para Luciano Freitas Musse, à época gerente de Projetos do Ministério da Educação, e de 30.000 reais na conta de Helder Bartolomeu, genro do pastor Arilton.

“Como bem apontado pela autoridade policial, os crimes ora investigados foram praticados no âmbito do Ministério da Educação e, ao que tudo indica, com o respaldo do então chefe da pasta, Milton Ribeiro”, diz o MPF.

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