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Lula acusa Deltan de enganar doadores em vaquinha por indenização

Defesa do petista apresenta novas mensagens da Vaza-Jato ao STF para tentar mostrar que o ex-procurador já tinha dinheiro para indenizar o ex-presidente

Por Robson Bonin Atualizado em 30 mar 2022, 17h59 - Publicado em 30 mar 2022, 16h15

Depois de ver Deltan Dallagnol receber mais de 500.000 reais em doações para custear a indenização determinada pelo STJ, o ex-presidente Lula volta a investir contra o ex-chefe da Lava-Jato. Em petição ao ministro Ricardo Lewandowski, do STF, os advogados de Lula acusam Deltan de “estelionato” ao promover sua campanha de doações para pagar a indenização ao ex-presidente quando, na verdade, já tinha dinheiro para isso. O petista pede que o ministro do Supremo encaminhe as provas ao STJ para nova análise da indenização.

A defesa do petista juntou recentemente num processo novas mensagens da Vaza-Jato que mostram, na visão de Lula, que Deltan Dallagnol já tinha reservado dinheiro para pagar a indenização e que omitiu de apoiadores esse fato ao receber milhares de transferências financeiras pelo Pix nos últimos dias.

Nas mensagens reunidas pela defesa de Lula, Deltan articula a criação de um fundo financeiro, em 2016, para custear eventuais indenizações ordenadas pela Justiça contra os investigadores da Lava-Jato. Nas mensagens, Deltan explica que o fundo, criado a partir do pagamento de palestras ao procurador, serviria para pagar indenização a Lula.

Na visão dos advogados do petista, como já tinha dinheiro para pagar, Deltan “induziu e manteve em erro diversas pessoas compelidas a lhe transferirem depósitos financeiros (“pix”), em conduta que flerta, em tese, com uma espécie de estelionato”.

As mensagens reunidas pela defesa de Lula são de 2017. “Depois da ação do Lula, vou cobrar as palestras para colocar
num fundo voltado pra isso… mas, se não usar, empregarai (sic) na causa contra a corrupção, inclusive na possibilidade daquele plano de futuro sobre o qual conversamos em off Vc, Fábio e eu… Pensei em colocar uma redação aberta no contrato, como segue. O que acha?”, escreveu Deltan.

“Cá entre nós (não conte nem pra sombra rs), o fundo é um meio de nos protegermos contra as ações de indenização que vieram/virão”, escreve Deltan. “Imagina eu ser condenado na ação do Lula a 1,5 milhão…”, segue o ex-procurador.

O petista se defende da acusação de Deltan, de que estaria querendo se apropriar das doações feitas ao ex-procurador que serão destinadas a crianças com câncer e autismo. “Registre-se, ainda, que são mendazes as afirmações disseminadas
por Deltan Dallagnol no sentido de que o aqui Reclamante estaria se apropriando de doações destinadas a “crianças com câncer e autismo em festa de casamento. Na verdade, como demonstrado, Deltan separou há anos a quantia necessária
para reparar partes de suas ilegalidades e, sem nenhuma razão plausível, ainda sim recebe com absoluta desfaçatez doações de terceiros”, diz a defesa de Lula.

A defesa do petista ainda provoca: “Plenamente ciente dos seus atos ilícitos praticados contra o aqui Reclamante, idealizou a constituição de ‘fundo financeiro’ e em 2017 efetivamente o constituiu, inclusive com ‘planejamento tributário’ para pagar menos impostos, por que aceitou recentemente vultosas doações por meio de ‘pix’?”

 

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