Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Letargia do governo na Cultura trava socorro à indústria do cinema

Problemas de Regina Duarte para montar equipe e falta de atuação de Onyx Lorenzoni atrasam liberação de linha de crédito do BNDES e Ancine

Por Robson Bonin Atualizado em 20 abr 2020, 10h16 - Publicado em 20 abr 2020, 09h32

Nesta crise do coronavírus, a Ancine e o BNDES fecharam uma linha de crédito para investimentos da indústria do cinema (produtores, distribuidores e exibidores) da ordem de 350 milhões de reais.

O recurso do Fundo Setorial do Audiovisual é visto como a salvação do setor que foi um dos primeiros a fechar por causa da pandemia e deverá ser um dos últimos a retornar as atividades pelo mesmo motivo.

O problema no anúncio do socorro divulgado pelo governo é que o dinheiro carimbado no BNDES travou na burocracia do governo de Jair Bolsonaro.

O presidente transferiu a Secretaria de Cultura do Ministério da Cidadania para a pasta do Turismo, mas não publicou o decreto que transfere formalmente os cargos e funções de uma pasta para outra.

Continua após a publicidade

Fontes do setor do cinema receberam a informação de dentro da Secretaria Especial da Cultura, comandada por Regina Duarte, de que o decreto só será assinado quando a secretária montar definitivamente a sua equipe.

Como a escolha dos nomes virou uma guerra ideológica entre olavetes e técnicos do setor, o socorro financeiro não sai. “Se demorar muito mais a disputa, o setor pode desaparecer com demissões e fechamentos. Nunca a Cultura nacional foi tão desprestigiada”, diz um interlocutor que conhece a crise da indústria.

ASSINE VEJA

Covid-19: Sem Mandetta, Bolsonaro faz mudança de risco nos planos A perigosa nova direção do governo no combate ao coronavírus, as lições dos recuperados e o corrida por testes. Leia na edição desta semana.
Clique e Assine

Para liberar os recursos do BNDES, é preciso uma reunião do Comitê Gestor do Fundo Setorial que só o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, pode convocar — enquanto o decreto de transferência dos cargos da sua pasta para o Turismo não for assinado.

Como Onyx perdia tempo até outro dia conspirando contra o colega da Saúde, o agora ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, é de se esperar que agora ele resolva cumprir suas obrigações com a Cultura.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)