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Letargia do governo na Cultura trava socorro à indústria do cinema

Problemas de Regina Duarte para montar equipe e falta de atuação de Onyx Lorenzoni atrasam liberação de linha de crédito do BNDES e Ancine

Por Robson Bonin Atualizado em 20 abr 2020, 10h16 - Publicado em 20 abr 2020, 09h32

Nesta crise do coronavírus, a Ancine e o BNDES fecharam uma linha de crédito para investimentos da indústria do cinema (produtores, distribuidores e exibidores) da ordem de 350 milhões de reais.

O recurso do Fundo Setorial do Audiovisual é visto como a salvação do setor que foi um dos primeiros a fechar por causa da pandemia e deverá ser um dos últimos a retornar as atividades pelo mesmo motivo.

O problema no anúncio do socorro divulgado pelo governo é que o dinheiro carimbado no BNDES travou na burocracia do governo de Jair Bolsonaro.

O presidente transferiu a Secretaria de Cultura do Ministério da Cidadania para a pasta do Turismo, mas não publicou o decreto que transfere formalmente os cargos e funções de uma pasta para outra.

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Fontes do setor do cinema receberam a informação de dentro da Secretaria Especial da Cultura, comandada por Regina Duarte, de que o decreto só será assinado quando a secretária montar definitivamente a sua equipe.

Como a escolha dos nomes virou uma guerra ideológica entre olavetes e técnicos do setor, o socorro financeiro não sai. “Se demorar muito mais a disputa, o setor pode desaparecer com demissões e fechamentos. Nunca a Cultura nacional foi tão desprestigiada”, diz um interlocutor que conhece a crise da indústria.

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Para liberar os recursos do BNDES, é preciso uma reunião do Comitê Gestor do Fundo Setorial que só o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, pode convocar — enquanto o decreto de transferência dos cargos da sua pasta para o Turismo não for assinado.

Como Onyx perdia tempo até outro dia conspirando contra o colega da Saúde, o agora ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, é de se esperar que agora ele resolva cumprir suas obrigações com a Cultura.

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