Governo vai atrás de dinheiro público mal gasto por ex-prefeitos
Notificações revelam, em alguns casos, que nem mesmo o governo sabe quanto foi enviado a determinado município, um total descontrole
O Ministério do Desenvolvimento Regional está notificando ex-prefeitos de todas as regiões do país para que devolvam recursos gastos irregularmente em convênios com a pasta.
A coisa é feita de forma bizarra, pelo Diário Oficial da União, já que a pasta sequer consegue localizar os ex-gestores que receberam, em alguns casos, milhões de reais em recursos do governo federal.
A bagunça é tão grande na máquina pública, que há notificações em que fica claro que nem o governo de Jair Bolsonaro sabe quanto foi repassado a determinado gestor. Há apenas a notificação para que o político que sumiu “efetue o recolhimento da
importância, que foi repassada ao município, já acrescida das atualizações legais”.
Em outros casos, como na cidade de Nhamundá (AM), o ex-prefeito Mario José Chagas Paulain é convidado a devolver 683.000 reais.
Ex-mandatário de Natal, a capital do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Nunes Alves é chamado a devolver quase 8,3 milhões de reais.
Sergio Luiz Marcon, que comandou São Gabriel do Oeste (MS), é acionado a retornar aos cofres públicos 153.000 reais.
Walmir Laurentino Silva tem que devolver quase 4 milhões de reais do convênio na prefeitura de Peixoto de Azevedo (MT).
É apenas uma leva de notificações do governo que saem quase todas as semanas mostrando como o dinheiro público é tratado no país.







