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Fora do papel de secretária, Regina se desculpa por minimizar tortura

Em artigo, ex-secretária diz que tentou livrar cultura de ideologias

Por Mariana Muniz 22 Maio 2020, 16h35

Agora ex-secretária de Cultura, Regina Duarte resolveu passar a limpo sua tentativa de atuação no governo e disse que ensaiou colaborar com uma “política cultural que transcenda ideologias”. A manifestação foi feita em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo nesta sexta-feira.

A atriz aproveitou para pedir desculpas pelo estrago feito pelas declarações feitas em entrevista à CNN, em que minimizou as mortes e a tortura propaladas pela ditadura militar.

“Me desculpo se passei a impressão de que teria endossado a tortura, algo inominável e que jamais teria minha anuência, como sabem os que conhecem minha história. Dito isso, não será o veneno destilado nas redes sociais que me fará silenciar nem renegar amor à minha pátria”, escreveu. 

Para efeito de lembrança: na malfadada entrevista do dia 7 de maio, a então secretária de Cultura disse que “se você falar vida, do outro lado tem morte. Sempre houve tortura. Stalin, quantas mortes? Hitler, quantas mortes? Não quero arrastar um cemitério de mortes nas minhas costas. Não quero isso para ninguém”. 

Ainda no texto publicado nesta sexta-feira, Regina avalia que o Brasil passa por uma “ignóbil infodemia”, uma “pandemia de informações tendenciosas”. 

Após ficar pouco mais de dois meses no governo, sem conseguir nomear sua equipe e sem prestar contas ao setor cultural, Regina põe na conta da imprensa o fato de as ações propostas por ela na Secretaria de Cultura não terem sido divulgadas. 

Num país que tivesse nas comunicações uma elite pensante que não optasse pelo “quanto pior, melhor”, esse era o trabalho que deveria estar sob os holofotes da opinião pública – nunca a minha pessoa”, conclui. Ela foi convidada a se retirar do governo nesta quarta-feira. 

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