Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Feder falhou no primeiro teste da cadeira elétrica do MEC

Escolhido de Bolsonaro não teve capacidade de reação diante dos ataques da barulhenta rede bolsonarista -- veja bastidores da queda

Por Robson Bonin Atualizado em 6 jul 2020, 09h41 - Publicado em 6 jul 2020, 09h20

Auxiliares palacianos de Jair Bolsonaro ainda estão incrédulos com a falta de sorte do Planalto nessa cruzada para encontrar um nome preparado para comandar o Ministério da Educação. Quem acompanhou os lances de bastidor entre a sexta, quando a opção presidencial por Renato Feder foi revelada pelo Radar, e o domingo da queda, avalia que o futuro ministro não suportou a pressão inicial do processo.

Acostumado ao bem avaliado governo do Paraná, onde as redes sociais são bem mais amistosas, Feder ficou paralisado diante dos ataques da ala radical bolsonarista. Já na tarde de sábado, segundo interlocutores, ele queria ligar a Bolsonaro para dizer que não assumiria o MEC, diante das pancadas que recebeu, mas foi convencido a tentar lutar.

Exposto ao primeiro teste da cadeira elétrica do MEC, a gritaria das redes sociais, o futuro ministro mostrou-se acuado, relaram interlocutores do Planalto ao Radar, e demorou a tentar reagir.

Silas Malafaia, um dos aliados mais estridentes do Planalto, começou a bater cedo na escolha de Feder. O ministro foi aconselhado a falar com alguns nomes, entre eles Malafaia, e fazer sinais públicos de aproximação, o popular beija-mão da política, mas recusou. Em silêncio, assistiu ao coro contra sua nomeação ganhar corpo.

Aliados de Bolsonaro que defendiam o nome do secretário de Educação do Paraná questionaram então se o futuro ministro não poderia acionar a própria tropa, nomes políticos de peso que defendessem sua posição no MEC, mas ele também refugou nesse movimento.

“Ele foi aconselhado a sair da defensiva, mobilizar apoios, demover resistências, atuar, enfim, como novo chefe da Educação, mas não teve capacidade de comunicação, de se defender e reagir”, diz um interlocutor de Bolsonaro favorável à nomeação de Feder.

A recusa ao convite presidencial ainda teve lances de desfeita. Feder, segundo interlocutores palacianos, disse a Bolsonaro que aceitaria a missão quando recebeu o telefonema de Bolsonaro. Voltou atrás, portanto, depois de ter dito sim.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês