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Em decisão, Moraes cita ameaças de Jefferson ao STF, ao Senado e à CPI

'O representado faz parte do núcleo político, que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas', diz ministro

Por Robson Bonin Atualizado em 13 ago 2021, 09h20 - Publicado em 13 ago 2021, 09h18

Nas 38 páginas da ordem de prisão contra Roberto Jefferson, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, lista uma série de ameaças realizadas pelo cacique do PTB, Roberto Jefferson, aliado de Jair Bolsonaro, para demonstrar que o ex-deputado faz parte do “núcleo político” de uma organização criminosa especializada no uso de fake news para atacar instituições e desestabilizar a democracia.

Jefferson, segundo Moraes, “ofendeu a dignidade e o decoro de Ministros do STF, Senadores integrantes da CPI da Covid-19 e outras autoridades públicas, dizendo “(…) Concentrar as pressões populares contra o Senado e, se preciso, invadir o Senado e colocar para fora da CPI a pescoção (…)E quando a gente vive essa ameaça à ordem institucional pela corrupção, tanto do Supremo, que é corrupto, tanto do Senado, que é corrupto, não há saída”.

“Elementos demonstram uma possível organização criminosa – da qual, em tese, o representado faz parte do núcleo político – , que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas, principalmente aquelas que possam contrapor-se de forma constitucionalmente prevista a atos ilegais ou inconstitucionais, como o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL e o próprio CONGRESSO NACIONAL, utilizando-se de uma rede virtual de apoiadores que atuam, de forma sistemática, para criar ou compartilhar mensagens que tenham por mote final a derrubada da estrutura democrática e o Estado de Direito no Brasil”, diz Moraes.

“Essa organização criminosa, ostensivamente, atenta contra a Democracia e o Estado de Direito, especificamente contra o Poder Judiciário e em especial contra o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, pleiteando a cassação de seus membros e o próprio fechamento da Corte Máxima do País, com o retorno da Ditadura e o afastamento da fiel observância da Constituição Federal da República”, segue o ministro.

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